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Polícia Civil faz operação na Muzema, onde prédios desabaram no Rio

Agentes que investigam a tragédia na Muzema, na Zona Oeste do Rio, fazem uma operação, na manhã desta quinta-feira (2), para cumprir 20 mandados de busca e apreensão na região.

O objetivo da ação é encontrar documentos, computadores e materiais que ajudem a chegar aos responsáveis pela construção e venda dos apartamentos dos dois prédios que desabaram na comunidade no dia 12 do mês passado. Vinte e quatro pessoas morreram.

Equipes estão em endereços também nas zonas Sul e Norte e na Baixada Fluminense. Há mandados ainda na Paraíba e em Pernambuco, no Nordeste.

Três homens apontados como responsáveis pelos imóveis estão foragidos. O Disque Denúncia oferece a recompensa de R$ 1 mil por informações que levem à prisão deles.

José Bezerra de Lira, conhecido como Zé do Rolo; Renato Siqueira Ribeiro; e Rafael Gomes da Costa tiveram a prisão temporária de 30 dias decretada pela Justiça. Os três foram indiciados por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar.

Na operação desta quinta (2), a polícia também procura outros responsáveis. Desde o começo da manhã, os agentes fazem buscas na Associação de Moradores da Muzema. A ação conta com agentes da 16ª DP (Barra) e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco).

“Estamos recolhendo todo e qualquer material eletrônico. Estamos verificando folhas, anotações, tudo que possa nos fornecer elementos para que possamos fazer a instrução do nosso inquérito. São vários os alvos e hoje estamos investigando e fazendo diligências em 20 lugares espalhados”, destacou a delegada Adriana Belém, titular da 16ª DP (Barra).

Ramificações

Além dos prédios na Muzema, a polícia investiga se apartamentos em outras regiões do Rio e até em estados do Nordeste também pertencem aos integrantes dessa milícia.

O chefe da quadrilha na região, segundo investigações do Ministério Público, é o major Ronald Paulo Alves Pereira, um dos alvos da operação Os Intocáveis, preso no início do ano.

Os criminosos também praticam agiotagem (empréstimos com juros extorsivos) e controlam a venda ilegal de serviços como luz, gás e TV a cabo.

O major também é investigado por envolvimento no Escritório do Crime — grupo de matadores profissionais suspeito de executar várias pessoas no Rio.

Anos antes de ser preso, o major Ronald foi homenageado em 2004 pelo então deputado estadual e hoje senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), que propôs uma moção de louvor a ele na Assembleia Legislativa do RJ (Alerj).

A Prefeitura afirma que os prédios que caíram eram irregulares e que mandou interditá-los, mas uma liminar da Justiça impediu a demolição.

“Temos investigações na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente que essas organizações criminosas vêm atuando com grilagem, desmatamento, parcelamento irregular de solo e diversos crimes ambientais”, disse o delegado Antonio Ricardo à TV Globo em outubro.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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