Carlos Alberto Josuá Costa

Paro um instante, para lembrar os tantos mestres que se repetiram dizendo: “O que faz uma empresa não são suas máquinas, nem o que diz sua propaganda, mas as pessoas que colocam as competências no cumprimento de suas missões”.

Sempre acreditei num país melhor. Melhor em tudo, desde o avanço tecnológico, a evolução da ciência, a difusão do conhecimento, a qualificação de jovens e adultos, o mercado de trabalho, a saúde ao alcance de todos os cidadãos, a segurança nas ruas (e agora até em nossos lares), enfim em tudo que contribuísse para uma vida mais bem vivida, com oportunidades igualitárias.

Porém, falhei num aspecto que até então minha consciência não abrangia: a incompetência (ou seria inapetência?) da grande maioria dos homens que conduzem as instituições públicas, numa degradação profunda, a ponto de não existir nas pessoas a credibilidade de ações proativas nas distintas esferas administrativas.

Temos um Brasil rico, mas não temos um rico Brasil. Temos sim uns “brasis” desfigurados na formação das famílias, na ética profissional, na educação de base, na saúde, na segurança, na justiça justa, no respeito ao cidadão.

Essa falácia de que estamos “combatendo” esses males transparece tantas vezes como pura balela.

Há muito já perdemos para a banalização da violência, para as doenças do corpo e da alma, para corruptos e corruptores, para a carga tributária abusiva, para a falta de ressocialização dos apenados, para a desumanização com os idosos, para a erotização e modelos educacionais de nossas crianças e jovens, para os gastos em obras faraônicas e inacabadas, enfim, para tantas outras mazelas que consomem a autoestima do brasileiro.

Um pobre Brasil em planejamentos estratégicos, em ações políticas praticáveis com qualidade, em quantidade e valores reais.

Um Brasil que possui tantos canais de divulgação, mas tão pouco utilizados para despertar ensinamentos para uma formação cidadã. Temos sim instrumentos poderosos em desfavor da sociedade, quando as “telinhas” se esmeram em dizer que o aborto, a violência, a infidelidade, as drogas, a quebra dos laços familiares, os espetáculos e shows onde a violência impera são assim mesmo, que isso acontece em todo o mundo. Viu como é fácil nivelar os males?!

Não fazemos os amanhã como estadistas, como homens comprometidos com a administração pública e com a ação privada focada no desenvolvimento sustentável.

Se juntarmos as horas gastas com reuniões infrutíferas, onde tudo fica para outra, onde as responsabilidades não são distribuídas e acompanhadas para os seus efetivos resultados, estaríamos a anos-luz do desperdício de tempo.

Pobre Brasil, onde nos acostumamos com o vulgar, com as respostas prontas para disfarçar a falta de habilidade na solução de tantos problemas.

“Isso acontece em todo o mundo!”. É brincadeira ancorar o barco neste porto de afirmações falsas.

Conhecemos os inúmeros problemas atuais (até porque sofremos com eles), sabemos de diversos outros que estão à porta, mas não sabemos administrar preventivamente. Ou com a droga não foi assim? Ou com a violência não foi assim? Ou com a segurança não foi assim? Ou com a educação não foi assim? Ou com os valores morais de nossos jovens não tem sido assim?

As manchetes dos jornais antes eram tidas como sensacionalistas, mas hoje são reais e pioramos porque perdemos a capacidade de nos indignarmos.

Algumas estatísticas são utilizadas em dissonância com a nossa boa fé, quando 51% são tidos como eficácia na prestação do serviço público, como resultado efetivo, como avanço político nos problemas crônicos, e mais uma lista interminável de manipulações.

Sim. Estou lembrado. O país somos nós. Cada um de nós tem a sua parcela de atuação e de responsabilidade.

Então vamos arregaçar as mangas da apetência em todos os níveis, da minha casa ao mais longínquo dos corações, para AGIR, para deixar de ENGANAR, para fazer o Brasil uma nação na sua própria essência.

Vamos transformar o pobre Brasil em um rico Brasil!

Eduquemos os nossos jovens e, amanhã, com certeza teremos um rico Brasil, pujante e com suas capacidades utilizadas de forma responsável, em favor de todos os cidadãos.

Quando educamos uma criança, o mundo começa de novo.

Mas, já sabemos de tudo isso!

Carlos Alberto Josuá Costa, Engenheiro Civil e Consultor (josuacosta@uol.com.br)

Ponto de Vista

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