PLURALISMO E A EDUCAÇÃO –

O pluralismo político é fundamento essencial do Estado Democrático de Direito, fundamental para a República consistindo que as ideais das mais diversas naturezas podem existir, principalmente na sociedade brasileira, devendo assim  a criação dos diversos partidos de todas as matizes, fugindo assim o sistema de partido e ideologia única, principalmente neste país continental da maior diversidade cultural e de origens.

Na educação novamente na Constituição da República, promulgada em 1988, marco legal do Estado Democrático de Direito em construção, mesmo com muitos percalços, o ensino será ministrado com base no pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, portanto um Ministro de Estado deve respeitar este princípio constitucionalizado, do pluralismo político e de ensino.

O Ministro que foi exonerado atacou os brasileiros, cometeu erros de gestão na Educação, e o que assumiu parece que ainda está no palanque eleitoral, faltando assumir a sua condição e seu mister, esquecendo o princípio constitucional do pluralismo distribuindo ataques ao PT e a esquerda, ao ponto de dizer que esta não sabe escrever, no mínimo afeito a tal “Escola sem partido”.

O que diria o Ministro atual de Jorge Amado, de Graciliano Ramos, dos educadores da envergadura de Darcy Ribeiro com a sua obra “O povo brasileiro”, com Paulo Freire com sua vasta obra, reconhecido mundialmente, inclusive nos E.U.A., de Cristovam Buarque, que foi Reitor da U.N.B., portanto, nada deste discurso “palanqueiro” e populista ajuda à educação brasileira, que ainda precisa erradicar o analfabetismo no país.

Na educação o pluralismo é o respeito às diferenças, dos indivíduos e das coletividades, é tolerância pelas multiplicidades, pelas diversidades culturais, principalmente da situação étnica em face as nossas origens, pois cada individuo tem a sua personalidade, cabendo à pluralidade de ideias, a liberdade de ensino/aprendizagem, de pesquisa, dentro de um universo público e privado.

Na educação como dimensão de formação humana e social, de inclusão social e cidadania, e dos preceitos constitucionais plurais, de um ensino público, privado, laico, confessional, profissional, para a realização do mundo do trabalho e do mercado, precisa de competências, envolvimento social, neste sentido, a marca deve ser o diálogo, a tolerância, a prática do debate das ideias, sem preconceitos e palavras de ordem partidárias excludentes.

O novo Ministro de Estado da Educação, após o Colombiano, deve estar em sintonia com os preceitos constitucionais, contribuindo para o fortalecimento da Educação brasileira, para formar as gerações de brasileiros, com um ensino/aprendizagem plural, construtivo, crítico, capaz da formulação, formando os brasileiros para todas as práticas culturais, das ciências, da inovação e dos novos saberes, que se descortinam como desafios da contemporaneidade.

 

Evandro de Oliveira BorgesAdvogado

 

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