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Pilotos de voo que caiu na vertical na China não responderam controladores, mostra relatório preliminar

Polícia isola destroços no local do acidente de avião no condado de Tengxian, na região autônoma de Guangxi Zhuang, no sul da China, nesta terça-feira (22) — Foto: CCTV via AP Video

O relatório preliminar da investigação sobre a queda do avião do modelo Boieng 737-800 da China Eastern Airlines, que despencou do céu na vertical no sul da China em março, aponta que os pilotos deixaram de responder aos controladores de voo logo após a primeira queda de altitude. O documento também afirma que não houve problemas com o modelo do avião.

O avião, com 132 pessoas a bordo, caiu no dia 21 de março perto da cidade de Wuzhou, na região de Guangxi, no sul da China. A aeronave fazia um voo entre as cidades de Kunming para Guangzhou. Todos os passageiros e tripulantes morreram.

O caso impressionou pela dinâmica da queda, na vertical e em poucos minutos. Câmeras de segurança de uma empresa próxima ao local mostraram como o avião despencou rapidamente, totalmente apontado para o chão.

Em março, dias após a queda, o chefe do centro de investigação de acidentes da Administração de Aviação Civil da China (CAAC, da sigla em inglês), Mao Yanfeng, disse em entrevista coletiva que os controladores mantiveram contato com o avião durante todo o percurso até a primeira queda de altitude.

O relatório preliminar, que foi divulgado pela CAAC, não apontou nenhuma possível causa para esse tipo de queda, o que gerou críticas por parte de especialistas.

O relatório é um documento obrigatório que o país de origem da companhia aérea deve apresentar até 30 dias após a queda. Nas conclusões preliminares, a CAAC afirma também que as caixas pretas ainda estão muito danificadas, o que dificultaria as investigações.

Mas a agência não tornou públicas as informações que já puderam ser extraídas dos gravadores de dados do voo e de voz dos pilotos presentes nas caixas pretas. O conteúdo foi enviado a Washington, nos Estados Unidos, para análise.

O relatório não aponta nenhum problema ou recomendação técnica sobre o modelo do avião, o Boeing 737-800. No domingo (17), a China Eastern Airlines voltou a operar com as aeronaves do mesmo modelo, que ficaram em solo por quase um mês após a queda por precaução.

O relatório também aponta que parte de uma das asas foi encontrada a 12 quilômetros de distância da queda, provavelmente por ter sido arrancada por conta da força do mergulho da aeronave.

Para o especialista em aviação chinesa Li Xiaojin, as conclusões iniciais indicam que não houve qualquer problema com os procedimentos de voo, o que significa que os dados contidos nas caixas pretas serão o principal fator para determinar a causa da queda. A investigação total, no entanto, não será imediata.

“Vai demorar pelo menos um ano para que a investigação seja concluída”, disse Xiaojin à agência de notícias Reuters.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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