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Pierre Cardin, estilista francês, morre aos 98 anos

Estilista Pierre Cardin prepara sua sucessão aos 96 anos — Foto: MARCO BERTORELLO / AFP

O estilista francês Pierre Cardin morreu aos 98 anos nesta terça-feira (29), no hospital americano de Neuilly, em Paris. A morte foi confirmada pela família à Agência France Presse, mas a causa não foi divulgada.

Vanguardista, o estilista foi um dos responsáveis pela retomada da alta costura na França pós-guerra.

Cardin nasceu em 2 de julho de 1922 em Veneza, na Itália, com o nome de Pietro. Seus pais, agricultores italianos, migraram para a França para fugir do fascismo quando ele tinha dois anos. O estilista se naturalizou francês.

Começou a trabalhar com moda e costura aos 14 anos, como alfaiate na cidade de Saint-Etienne. Depois, foi para uma casa de moda em Vichy e trabalhou, posteriormente, como contador na Cruz Vermelha.

Em 1944, ingressou na casa Paquin, em Paris, da renomada estilista Jeanne Paquin. Ali, foi responsável pela criação dos figurinos do filme “A bela e a fera” (1946).

Em 1947, se tornou o primeiro funcionário de Christian Dior e colaborou com a criação do tailleur Bar, uma das peças mais famosas de Dior.

Futurista e revolucionário

Cardin fundou o próprio ateliê em 1950, com um estilo revolucionário nas formas e nos materiais. Fascinado pelo futurismo, apostava em formas esculturais, geométricas e abstratas. Assim, passou a adotar peças unissex. Também inovou nos materiais, com roupas feitas de vinil e peles falsas.

Entre suas peças mais famosas está o “vestido bolha”, lançado em 1954, fruto de sua primeira coleção de alta costura.

O estilista vestiu diversas personalidades das artes e do cinema, como os Beatles, a atriz Jeanne Moreau, com quem formou um casal por quatro anos, passando pela também atriz Charlotte Rampling à bailarina Maya Plisetskaya.

Vanguardista

Pierre Cardin foi pioneiro nos anos 1960. Foi neste ano que se tornou o primeiro estilista a lançar uma coleção masculina.

Disposto a democratizar o acesso à moda, enfrentou críticas ao oferecer peças para uma loja de departamento, em 1962.

Na mesma década, introduziu uma modelo japonesa em seus desfiles parisienses, também novidade na moda europeia.

No ano passado, um documentário em sua homenagem foi exibido no Festival de Veneza. “House of Cardin”, de P. David Ebersole e Todd Hughes, mescla momentos-chave de sua carreira com um retrato pessoal do estilista.

Apesar da sede na França, sua grife se tornou muito popular na Ásia e nos Estados Unidos. Além da moda, Cardin tinha negócios de hotelaria, perfumaria e restaurantes.

Fonte: G1RN

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