Em valores correntes, a atividade totalizou R$ 3,2 trilhões. Com esse resultado, o PIB cresceu pelo 16º trimestre consecutivo e atingiu o maior patamar da série histórica, iniciada em 1996. Os segmento de Serviços e Consumo das Famílias também atingiram patamares recordes. (Veja mais abaixo)
Mesmo com o recorde, no entanto, o resultado ainda representa uma forte desaceleração em comparação aos três primeiros meses do ano, quando a economia cresceu 1,4%, e veio levemente acima das estimativas do mercado, que previa alta de 0,3%.
Segundo a coordenadora de contas nacionais do IBGE, Rebeca Palis, a variação positiva reforça a perspectiva de desaceleração da economia brasileira.
“Era um efeito esperado a partir da política monetária restritiva [juros elevados] iniciada em setembro do ano passado. As atividades Indústrias de Transformação e Construção, que dependem de crédito, são mais afetadas nesse cenário”, disse Rebeca em nota.
O segmento da Agropecuária, que havia sido destaque nos primeiros três meses do ano, registrou uma variação negativa no segundo trimestre, de 0,1%. A queda, no entanto, foi compensada pela alta dos setores de Serviços e Indústria, que cresceram 0,6% e 0,5%, respectivamente.
Pelo lado da oferta, o Consumo das Famílias cresceu 0,5%, enquanto o Consumo do Governo recuou 0,6%. Os Investimentos, por sua vez, tiveram uma queda de 0,2% — o que, segundo Palis, pode ser explicado pelos efeitos negativos na Construção e na produção de bens de capital.
Segundo o IBGE, o crescimento de 0,6% em Serviços levou o setor a um novo patamar recorde no segundo trimestre. O resultado foi puxado principalmente por Atividade financeiras, de seguros e serviços relacionados, que avançou 1,2% no período.
Veja a variação de outras atividades:
Segundo a coordenadora de contas nacionais do IBGE, o resultado positivo do segmento é explicado por contado baixo efeito das altas das taxas de juros do país.
Ainda de acordo com Palis, os fortes avanços observados nas atividades de Informação e Comunicação e de Transporte, armazenagem e correio foram puxados por desenvolvimento de software e transporte de passageiros, respectivamente.
O desempenho positivo do setor de Indústria, por sua vez, foi impulsionado pela atividade de Indústria Extrativa, que avançou 5,4% nos meses de abril a junho. No entanto, houve retração nas atividades de Eletricidade e gás, água, esgoto e atividades de gestão de resíduos (-2,7%), de Indústrias de Transformação (-0,5%) e Construção (-0,2%).
A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda (SPE) anunciou em julho que elevou a projeção de crescimento do PIB para 2,5% neste ano, uma leve aceleração em comparação à previsão anterior, de 2,4%.
Fonte: G1
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