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Pfizer começa a imunizar 1,4 mil voluntários que tomaram placebo em teste no Brasil de vacina contra Covid-19

A Pfizer anunciou nessa quarta-feira (20) que começará a imunizar neste mês mais de 1,4 mil voluntários que receberam placebo durante os testes no Brasil da vacina contra Covid-19 desenvolvida pelo laboratório em parceria com a BioNTech.

Em comunicado, a companhia informou que participantes do estudo em São Paulo (SP) e Salvador (BA) vão receber gratuitamente duas doses do imunizante.

Apesar de a vacina não ter sido aprovada para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) — o laboratório ainda não fez o pedido à agência –, a Pfizer disse que o procedimento está de acordo com as tratativas definidas junto ao órgão regulador e faz parte do termo de consentimento assinado pelos participantes no início da pesquisa. Em 31 de dezembro, a vacina foi aprovada em uso emergencial pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Até agora, a Anvisa concedeu aprovação de uso emergencial a duas vacinas: a CoronaVac e a de Oxford. A primeira, desenvolvida na China, já está sendo aplicada; a segunda, entretanto, tem previsão de chegada apenas em março.

A farmacêutica informou nesta quarta-feira que sua vacina conseguiu neutralizar a variante B.1.1.7 do coronavírus, que foi detectada pela primeira vez no Reino Unido.

“Os voluntários do estudo interessados em receber a vacina deverão entrar em contato com os centros e receberão todos os esclarecimentos necessários. Todos os participantes seguirão em acompanhamento no estudo, conforme estabelecido em protocolo”, informou.

A vacina da Pfizer foi a primeira a ser aprovada para uso emergencial no mundo entre os principais laboratórios ocidentais e está sendo usada desde o ano passado para imunizar pessoas em países como Reino Unido e Estados Unidos.

O governo brasileiro, no entanto, não fechou acordo para comprar doses do imunizante. O presidente Jair Bolsonaro e autoridades do Ministério da Saúde reclamaram publicamente do que consideram exigências exageradas da Pfizer para fechar contrato. O laboratório rebate, alegando que essas exigências estariam em linha com o praticado em outros países.

A Pfizer ainda não pediu sequer autorização para uso emergencial do seu imunizante no Brasil, ao contrário do que já ocorreu em outros países. Segundo a empresa, ela segue com o processo regulatório de submissão contínua de dados à Anvisa para obtenção do registro definitivo da vacina.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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