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PF prende mulher suspeita de pichar estátua da Justiça e homem que furtou bola assinada por Neyma

Em nova fase da Operação Lesa Pátria, a Polícia Federal (PF) prendeu, nesta sexta-feira (17), a mulher suspeita de pichar a estátua da Justiça e o homem que furtou uma bola autografada por Neymar durante atos golpistas de 8 de janeiro, em Brasília (DF).

Em todo país, são cumpridos 46 mandados de busca e apreensão e 32 mandados de prisão. A operação tem como alvos os suspeitos de participação nos atos que vandalizaram e depredaram as sedes dos Três Poderes.

Josafá Ramos

Ex-vereador de Feira de Santana, cidade a 100 km de Salvador, o sargento da reserva da Polícia Militar foi preso na manhã desta sexta.

Em uma das redes sociais, Josafá Ramos tem mais de 5 mil seguidores e se descreve como bacharel em direito, integrante da Polícia Militar desde 1991 e há dois anos no 35º Batalhão de Infantaria (35° BI) do Exército.

Débora Santos

Débora é suspeita de pichar a estátua da Justiça no STF e foi presa em Paulínia pela Polícia Federal de Campinas. O g1 tenta contato com a defesa dela.

Além de Débora, a PF de Campinas prendeu dois alvos em Itatiba, na região de Jundiaí.

Nelson Ribeiro Fonseca

Furtou uma bola autografada por Neymar do Congresso Nacional. Nelson foi preso em Sorocaba. Em 28 de janeiro, o suspeito entrou em contato com a Polícia Militar (PM) para informar que estava com o objeto e o devolveu.

Na data, ele disse à Polícia Federal que não devolveu a bola no dia dos atos golpistas por conta do confronto entre os invasores e a Polícia Militar.

Fábio Alexandre de Oliveira

Oliveira é o mecânico que sentou na cadeira do ministro do STF, Alexandre de Moraes. Ele foi preso em Penápolis (SP).

O mecânico apareceu em um vídeo, gravado por outro alvo da operação desta sexta, sentado no lugar de Alexandre de Moraes. O homem que fez o registro debochou da situação: “Cadeira do Xandão agora com irmão Fábio, já era”

Kátia Graceli

 

A empresária foi encontrada dentro de casa, no bairro Jardim Maracanã, em São José do Rio Preto (SP). Um celular, um computador e diversos documentos também foram apreendidos.

Por meio das redes sociais, Kátia chegou a fazer postagens durante os atos, mas excluiu após o começo das investigações. Um vídeo da empresária um dia antes dos ataques repercutiu negativamente. Nele, ela agradece um grupo de pessoas por terem a ajudado na ida para Brasília

Erlon Paliota Ferrite

 

Ferrite é ex-servidor público de Penápolis. Ele foi chefe do Serviço de Transporte de Ambulância da cidade e se candidatou a vereador pelo Partido Verde (PV) em duas eleições: 2012 e 2016.

O ex-servidor foi preso pela PF em Penápolis. Ele foi exonerado do cargo que ocupava no dia 20 de janeiro.

Na data dos atos, ele gravou um vídeo com Fábio Alexandre de Oliveira, também preso nesta sexta. Nas imagens, Fábio aparece sentado na cadeira do ministro Alexandre de Moraes e debocha da situação: “Cadeira do Xandão agora com irmão Fábio, já era”.

As ordens judicias têm a seguinte distribuição:

  • Bahia: 2 mandados de busca e apreensão e 2 mandados de prisão (mesmos alvos);
  • Distrito Federal: 2 mandados de busca e apreensão;
  • Espírito Santo: 1 mandado de busca e apreensão e 1 mandado de prisão (mesmo alvo);
  • Goiás: 2 mandados de busca e apreensão e 2 mandados de prisão (mesmos alvos);
  • Maranhão: 1 mandado de busca e apreensão e 1 mandado de prisão (mesmo alvo);
  • Minas Gerais: 9 mandados de busca e apreensão e 8 mandados de prisão (mesmos alvos, sendo que um será alvo apenas de buscas);
  • Paraná: 2 mandados de busca e apreensão e 2 mandados de prisão (mesmos alvos);
  • Rondônia: 11 mandados de busca e apreensão;
  • Rio Grande do Sul: 3 mandados de busca e apreensão e 3 mandados de prisão (mesmos alvos);
  • São Paulo: 13 mandados de busca e apreensão e 13 mandados de prisão (mesmos alvos).

Outros 294 seguem presos

Nesta quinta (16), o Supremo Tribunal Federal informou que concluiu a análise das prisões de todos os suspeitos detidos nos dias seguintes aos atos de terrorismo na Esplanada dos Ministérios – seja em flagrante, seja nas fases anteriores da operação Lesa Pátria.

Relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes rejeitou os pedidos de liberdade de 86 mulheres e 208 homens que tiveram as condutas consideradas mais gravosas. Com isso, esses 294 suspeitos foram mantidos em prisão preventiva.

A maior parte desse grupo vai responder por crimes graves, como dano qualificado, abolição violenta do Estado de Direito e golpe de Estado.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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