Investigações revelaram uma operação fraudulenta para realizar descontos irregulares de valores recebidos por aposentados e pensionistas do INSS, ocorridos no período de 2019 a 2024. Os desvios, conforme as apurações, podem chegar a R$ 6,3 bilhões.
Segundo informações obtidas pelo blog da Camila Bomfim, no g1, esta fase da operação apura a atuação de três núcleos regionais envolvidos nas fraudes, com alvos distribuídos em diferentes regiões.
Forças de segurança cumprem 31 mandados de busca e apreensão, oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico e outras medidas constritivas (como bloqueio de bens para garantir o pagamento de dívidas).
As medidas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e miram alvos no Distrito Federal e nos estados de Pernambuco, São Paulo e Paraíba.
Em Brasília, as associações UNIBAP e ABENPREV são investigadas nesta fase. Em São Paulo, são cumpridos nove mandados. Entre os alvos estão quatro associações:
Correção: na publicação desta reportagem, o g1 errou a sigla de uma das entidades alvos da operação da PF contra fraudes no INSS. A instituição que foi alvo de mandados é a Associação de Apoio Social e Assistência ao Próximo Saúde — cuja sigla é AASAP, e não AASP. A informação foi corrigida às 10h.
Em Pernambuco, a operação mira servidores e ex-servidores do INSS que podem estar envolvidos no esquema.
Segundo informações obtidas pela TV Globo, os mandados são cumpridos contra os seguintes investigados:
A TV Globo procura contato com as defesas dos investigados. Parte dos alvos já responde a medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.
A ação tem o objetivo de investigar crimes contra a administração pública, como constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial.
O caso foi revelado em 23 de abril, após a primeira fase da operação da Polícia Federal. De acordo com as investigações, os suspeitos cobravam mensalidades irregulares, descontadas dos benefícios de aposentados e pensionistas, sem a autorização deles.
O esquema consistia em retirar valores de beneficiários do INSS mensalmente, como se eles tivessem se tornado membros de associações de aposentados, quando, na verdade, não haviam se associado nem autorizado os descontos.
A Sem Desconto já atingiu ex-dirigentes do INSS, empresários e donos de associações e sindicatos que faziam os descontos indevidos em aposentadorias.
Além disso, políticos foram alvos de mandados de busca e apreensão — os deputados Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e Gorete Pereira (MDB-CE), além do senador Weverton Rocha (PDT-MA). Todos negam envolvimento em irregularidades.
Fonte: G1
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