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Petróleo sobe para quase US$ 81, nível mais alto em 4 anos

O preço do petróleo Brent alcançou nesta segunda-feira (24) seu nível mais alto desde novembro de 2014, a quase US$ 81 o barril, após a decisão da Opep e de seus sócios de não aumentar a produção apesar das pressões de Donald Trump.

A cotação do Brent do Mar do Norte para entrega em novembro subiu 2 dólares, até US$ 80,80, às 8h45 GMT (5h45 no horário de Brasília), depois de chegar pouco antes a US$ 80,94, segundo a agência France Presse. No ano, a alta acumulada é de cerca de 25%.

“Esta é a resposta do mercado de petróleo à recusa da Opep e aliados de aumentar sua produção de petróleo”, disse Carsten Fritsch, analista de commodities do Commerzbank.

Na véspera, a Arábia Saudita, líder da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), e a Rússia descartaram a possibilidade de aumento na produção de petróleo bruto.

O barril do petróleo Brent chegou a US$ 80 neste mês, levando Trump a reiterar na quinta-feira (20) seu pedido para que a Opep baixasse os preços. A alta das cotações foi contida principalmente por uma queda nas exportações do Irã, membro da Opep, devido ao restabelecimento de sanções dos EUA.

“Nós protegemos os países do Oriente Médio, eles não estariam seguros por muito tempo sem nós e, ainda assim, eles continuam incentivando preços cada vez mais altos para o petróleo. Nós lembraremos disso. O monopólio da Opep deve baixar os preços agora!”, escreveu Trump em sua conta no Twitter.

O ministro da Energia saudita, Khalid al-Falih disse que a Arábia Saudita tinha capacidade para aumentar a produção de petróleo, mas que a medida não seria necessária no momento. “A minha informação é que os mercados estão sendo adequadamente abastecidos. Não sei de nenhuma refinaria no mundo que esteja precisando de petróleo e não esteja conseguindo”, afirmou.

O ministro de Energia da Rússia, Alexander Novak, disse que nenhum aumento imediato na produção era necessário, embora acreditasse que uma guerra comercial entre a China e os EUA, assim como sanções norte-americanas ao Irã, estariam criando novos desafios para os mercados de petróleo.

O ministro do Petróleo de Omã, Mohammed bin Hamad Al-Rumhy, e seu equivalente do Kuwait, Bakhit al-Rashidi, disseram a jornalistas após a reunião deste domingo que os produtores concordaram em se comprometer a atingir a meta de 100% dos cortes de produção acordados em junho.

Isso significa, na prática, compensar as quedas na produção iraniana. Al-Ruhmy disse que os mecanismos exatos para cumprir o objetivo ainda não haviam sido discutidos.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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