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Perda permanente de olfato pela Covid-19 é improvável, sugere pesquisa de Harvard

Mulher se retrai enquanto tem amostra do nariz recolhida para teste de Covid-19 em Mumbai, na Índia, nesta segunda-feira (27). — Foto: Indranil Mukherjee / AFP

Um estudo da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, sugere ser improvável que a Covid-19 cause perda de olfato de forma permanente. Isso porque as células do nariz atingidas pelo novo coronavírus servem apenas de “apoio” à percepção de odores: as células que transmitem os cheiros para o cérebro (os neurônios olfativos) não são afetadas pelo Sars-Cov-2.

A pesquisa foi publicada na revista científica “Science”, uma das mais importantes do mundo, na sexta-feira (24).

Os cientistas afirmam, entretanto, que mais dados são necessários para confirmar essa constatação. Além disso, o jeito exato pelo qual o Sars-Cov-2 altera o olfato ainda é desconhecido.

No estudo, os pesquisadores ponderam que, se os neurônios olfativos fossem atingidos, os pacientes com Covid poderiam levar meses para recuperar o olfato – e não semanas, como ocorre na maioria dos casos.

Vulnerabilidade

Os resultados do estudo sugerem que os neurônios sensoriais olfativos não são vulneráveis à infecção pelo novo coronavírus porque eles não têm uma proteína, chamada ACE2, que o vírus usa para entrar nas células e infectá-las. Esses neurônios são os responsáveis por detectar os cheiros e transmiti-los ao cérebro.

Em vez disso, a ACE2 aparece em células que fornecem suporte metabólico e estrutural a esses neurônios. Elas também apoiam algumas células-tronco e células dos vasos sanguíneos.

A perda do olfato (anosmia) é um dos principais sintomas da Covid-19 relacionados ao cérebro, mas o mecanismo por trás dela não está totalmente claro.

Já havia estudos que sugeriam que a perda de olfato causada pelo Sars-Cov-2 é diferente daquela provocada por outros vírus: os pacientes podem sofrer do problema mesmo sem sentir o nariz “entupido”, por exemplo.

Para os cientistas de Harvard, as descobertas são consistentes com as hipóteses de que o Sars-Cov-2 não infecta diretamente os neurônios, mas interfere na função cerebral afetando as células vasculares no sistema nervoso. Esse mecanismo, entretanto, ainda requer mais estudos para ser confirmado, afirmaram.

Fonte: G1

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