1- A Segunda Turma do STF votou pela suspeição de Moro e a favor de Lula. Não tenho condições técnicas de avaliar a decisão.

Chama-me a atenção do placard apertado de 2 a 1. E pelo fato dos ministros Celso de Melo e Carmem Lucia terem se ausentando da votação. Sem darem qualquer explicação. A juíza logo em seguida apareceu leve e faceira para tomar posse como juíza substituta do TSE.

O STF funciona melhor fechado ou aberto?

2- O antissemitismo é um fenômeno que sempre me surpreende. Em plena pandemia, cresce os atos antissemitas vindos do conhecido Louis Farrakhan e do recente Black Lives Matter.
Eles esquecem que 40% dos prêmios Nobel em Medicina obtidos pela medicina norte-americana vieram de mãos judias. Os judeus foram instrumentais na invenção da anestesia, da quimioterapia de câncer e na radiação oncológica.

Afora o fato de que judeus desempenharam um papel crucial no desenvolvimento da penicilina, estreptomicina, penicilina, aspirina e vacina contra o pólio. A lista continua. Os descendentes de Abraão contribuíram na clarificação da água, na erradicação da varíola e do sarampo, surgimento da vacina contra a Hepatite B e a invenção do mamografia.Todas estas invenções salvaram a vida de vários seres humanos, inclusive, de antissemitas.

Que após todas estas contribuições os antissemitas insistam em esconder os feitos de cientistas judeus para humanidade em plena pandemia, é algo inominável. E o pior é que muita gente acredita neles.
Algo precisa ser feito contra estas odientas pessoas. Como lembra Napoleão, “mesmo nos seus mais corrompidos momentos, a baixeza precisa ter limites”.

3- Bolsonaro mostra-se simpático a intenção de que o orçamento na área de defesa chegue a 2% do PIB.
O problema é que cerca de 75% do orçamento das FFAA é gasto com pessoal. Impossível manter uma força eficiente e eficaz com tão pouca margem para investimentos.
Cortar privilégios no Brasil é tão difícil no mundo civil como no militar

4- O Oriente Médio não é, também, para amadores. Enquanto Trump declarava que poderia ter ocorrido um ataque militar ao porto de Beirute, o Hezbollah foi logo negando a participação de Israel no trágico evento. Reação, aparentemente, contra intuitiva.

Pela doutrina do líder Nasrallah, o Hezbollah deve responder a cada ação militar israelense na mesma moeda. E ele não está, no momento, em condições de fazer algo em grandes proporções.
Uma grande reação por parte dos terroristas levaria, fatalmente, a uma guerra total entre ambos os países. Israel já reforçou sua presença na fronteira com o Líbano. Melhor para ele ficar com pequenos incidentes fronteiriços.

Afora isto, o Tribunal em Haia está para lançar seu veredito sobre o assassinato, ocorrido há 15 anos, do primeiro ministro libanês Rafiq Hariri. Tudo indica que o Hezbollah será responsabilizado. Uma guerra total contra Israel seria lançar gasolina na fogueira da articulação contrária a organização terrorista.

Convém lembrar que há algo no Líbano que lembra o Brasil. Uma liderança política laica e mafiosa sugou o dinheiro do contribuinte. O fiasco da elite corrupta governante ajudou o Hezbollah a entrar e manter o país refém na disputa entre Israel e o Irã.

 

 

 

 

Jorge Zaverucha – Mestre em Ciência Politica pela Universidade Hebraica de Jerusalém, Doutor em Ciência Política pela Universidade de Chicago e Professor titular aposentado do Departamento de Ciência Política da UFPE

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