1- Bolsonaro tomou uma criativa decisão democrática contra a sanha autoritária do ministro Alexandre de Moraes. Entrou, juntamente com a AGU, de uma ADIN ante o STF. Solicitou que o artigo 5o. da Constituição de 1988 fosse respeitado. Este artigo especifica os direitos fundamentais do indivíduo.

Com este movimento, Bolsonaro, além de dar uma satisfação a sua base eleitoral, coloca o problema no colo do pleno do STF. Este pode referendar a decisão de Moraes, piorando as relações da Corte com o Executivo. Demonstraria que o STF é a real fonte de instabilidade política no país.

O pleno pode, todavia, não apoiar Moraes abrindo a possibilidade dele ser enquadrado sob a ótica do abuso de poder. Isto facilitaria um pedido de impeachment do ministro.

Caso a disputa fosse apenas entre o Judiciário e o Executivo seria fácil prever o resultado. Mas, como reagirá o Congresso Nacional pois a decisão do ministro autoritário atingiu parlamentares da casa. Façam suas apostas.

2- Bolsonaro tomou uma criativa decisão democrática contra a sanha autoritária do ministro Alexandre de Moraes. Entrou, juntamente com a AGU, de uma ADIN ante o STF. Solicitou que o artigo 5o. da Constituição de 1988 fosse respeitado. Este artigo especifica os direitos fundamentais do indivíduo.

Com este movimento, Bolsonaro, além de dar uma satisfação a sua base eleitoral, coloca o problema no colo do pleno do STF. Este pode referendar a decisão de Moraes, piorando as relações da Corte com o Executivo. Demonstraria que o STF é a real fonte de instabilidade política no país.

O pleno pode, todavia, não apoiar Moraes abrindo a possibilidade dele ser enquadrado sob a ótica do abuso de poder. Isto facilitaria um pedido de impeachment do ministro.

Caso a disputa fosse apenas entre o Judiciário e o Executivo seria fácil prever o resultado. Mas, como reagirá o Congresso Nacional pois a decisão do ministro autoritário atingiu parlamentares da casa. Façam suas apostas.

3- Paradoxos da política. Em todo o Oriente Médio, os únicos 1,6 milhão de árabes que vivem em completa liberdade religiosa e política residem em Israel. Que é um estado judeu.

E o Black Lives Matter e colegas insistem em chamar Israel de estado colonialista, imperialista e praticante do famigerado appartheid. Infelizmente ainda não se inventou uma vacina para o déficit cognitivo.

 

 

 

 

Jorge Zaverucha – Mestre em Ciência Politica pela Universidade Hebraica de Jerusalém, Doutor em Ciência Política pela Universidade de Chicago e Professor titular aposentado do Departamento de Ciência Política da UFPE

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