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Pedófilos usam códigos e emojis para se comunicar nas redes sociais

Segundo ela, emojis comuns como o “smile babando” e a carinha com “olhos de coração” aparecem com frequência em conversas entre pedófilos e vítimas — Foto: Bom Dia Brasil

Pedófilos e abusadores têm adotado símbolos aparentemente inofensivos em redes sociais para disfarçar a comunicação entre eles. Entre os recursos usados estão emojis e siglas que podem passar despercebidos por pais e responsáveis, mas funcionam como códigos em comentários de fotos e vídeos de crianças e adolescentes.

O alerta ganhou repercussão depois que o influenciador Felipe Bressanin Pereira, conhecido como Felca, publicou um vídeo denunciando a prática. Em pouco mais de uma semana, o conteúdo já ultrapassava 45 milhões de visualizações. Nos comentários, centenas de perfis suspeitos foram identificados.

A Childhood Brasil, organização que atua na proteção da infância, explica que alguns emojis têm significados distorcidos por pedófilos.

  • O símbolo do milho, por exemplo, é associado à palavra “corn”, cuja sonoridade remete a “porn” (pornografia);
  • Já o emoji de macarrão instantâneo, chamado “noodles”, é utilizado em referência à palavra “nudes”.

Para a diretora da entidade, Laís Peretto, “a gente tem que ter em mente que a internet é uma praça pública. A gente não sai pela rua distribuindo fotos das nossas crianças. A gente não sabe quem são as pessoas que estão do outro lado olhando essas fotografias”.

“Muito cuidado. Perfil fechado. E muitas conversas com as crianças e adolescentes para que eles também saibam a que tipo de risco eles estão expostos”, afirmou ainda.

Algumas famílias recorrem a aplicativos de controle familiar para monitorar o acesso das crianças. “É a única forma que a gente consegue controlar. Eu não consigo cortar, mas a gente está sempre atento”, diz Jéssica, mãe de um menino de 10 anos.

A Polícia Civil de São Paulo confirma que a exposição nas redes facilita a ação dos pedófilos. No caso mais recente, um homem de 26 anos foi preso com oito perfis falsos em que se apresentava como agenciador de influenciadores.

Em troca de seguidores, ele exigia fotos e vídeos de conteúdo sexual. Cinco meninas, entre 10 e 17 anos, foram identificadas como vítimas.

A delegada responsável pela repressão à pedofilia em São Paulo do DHPP, Luciana Peixoto, reforça a importância da vigilância dos responsáveis. Segundo ela, emojis comuns como o “smile babando” e a carinha com “olhos de coração” são alguns dos usados por esses criminosos (veja na imagem acima).

“Isso já é crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente e isso tem que ser noticiado para a polícia”
— Delegada responsável pela repressão à pedofilia em São Paulo do DHPP, Luciana Peixoto

⚠️ Denúncias podem ser encaminhadas pelo Disque 100.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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