Em janeiro de 2025, o Falcon 9, da SpaceX, do bilionário Elon Musk, partiu levando dois módulos de pouso até a superfície lunar. Depois, parte do foguete ficou à deriva. Só que a estrutura de 14 m de comprimento e quatro toneladas, influenciada pela gravidade, entrou em rota de colisão com a Lua e pode ter formado uma cratera de 18 m de diâmetro.
Embora não tenha sido planejado, pesquisadores acreditam que o incidente pode trazer informações importantes sobre a superfície lunar. Essa não é a primeira vez que a estrutura de um foguete entra em colisão com a Lua. Em 2009, a Nasa fez isso mas de modo planejado. A agência enviou uma sonda para, literalmente, levantar poeira e, a partir disso, detectar água.
O astrônomo Matt Bothwell, da Universidade de Cambridge, reconhece a importância científica, mas faz um alerta:
“Devemos nos preocupar com a questão do lixo espacial. O espaço está ficando cada vez mais congestionado. É possível que, em algumas décadas, fique realmente difícil ultrapassar a órbita da Terra por causa da quantidade de detritos espaciais”.
A Nasa tem planos ambiciosos de começar a construir uma base na Lua ainda nesta década e não quer que lixo espacial ameace o retorno do homem à Lua.
Fonte: G1
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