Henrique Meirelles está completando uma semana no comando do Ministério da Fazenda, mas até agora ele não sabe ainda o real tamanho do rombo das contas públicas deste ano. Ele promete para hoje apenas apresentar o relatório bimestral de avaliação das receitas e despesas. Contudo, a tão esperada meta fiscal só sairá na próxima segunda-feira. Para Meireles, a situação é muito grave e vai exigir medidas duras e importantes. Ele disse que o governo está com pressa para tirar o país da recessão, conter o desemprego e arrumar as contas públicas. Diante da emergência, ele alerta que não haverá escapatória e que todos precisam dar a sua cota de sacrifício. E isso passa pela reforma da Previdência Social, que vai impor idade mínima para aposentadoria; pelo Congresso, que precisa aprovar todas as medidas do ajuste fiscal; pelo Judiciário e pelos servidores públicos. “Vamos dar todas as informações à sociedade, para que decida. O povo é sábio, muito mais do que os dirigentes pensam, desde que tenha acesso a todos os dados”, acrescentou. Apesar da cobrança dos investidores por medidas concretas para tirar o Brasil do atoleiro, o ministro diz que tudo será anunciado na hora certa, a fim de evitar o vaivém de decisões. Para o nervosismo do mercado, afirma ter a receita: um pouco de ansiolítico. “Não queremos que haja mais frustrações”, concluiu.
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