Para a Fundação Getulio Vargas, a alta dos combustíveis deve neutralizar o alívio que ocorreu com a diminuição do preço da energia elétrica. A avaliação foi feita ontem pelo superintendente-adjunto de inflação do Ibre/Fundação Getulio Vargas (FGV), Salomão Quadros. Pelos seus cálculos, a elevação de 6,6% nos preços da gasolina e de 5,4% no diesel teria um impacto de 0,26 ponto percentual no índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) — que responde por 60% do IGE. No indicador geral, a alta dos combustíveis teria um efeito de 0,16 ponto.
“O aumento será distribuído ao longo de fevereiro nos IGPs”, disse, lembrando que enquanto a gasolina tem participação de quase 1,53% no IPA, o diesel tem peso maior, de 2,85%. Quadros considera que o reajuste da gasolina, para o consumidor, será de 4,3%, e, com isso, o impacto da alta no IGP seria de 0,20 ponto percentual. Ao contrário do atacado, no varejo é a gasolina que tem maior peso, de 2,86%, e o diesel, de 0,007%. Segundo ele ainda, como o item energia residencial tem peso de 3,23% no índice de Preços ao Consumidor (IPC) e a expectativa é de uma redução de cerca de 18% nas tarifas, o impacto final seria de um IGP 0,21 ponto menor.
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