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Padre celebra missas em caminhão nas estradas do país e passa no RN

Ele passa 250 dias por ano na estrada. Celebra 240 missas em diferentes cidades de todas as regiões do país. Aos 56 anos de idade, o padre Miguel Staron mora, a maior parte do tempo, em um caminhão furgão para cumprir a sua missão: levar a palavra de Deus a quem vive na estrada ou da estrada: caminhoneiros, borracheiros, frentistas de postos de gasolina, etc. Padre desde 1980, Miguel Staron entrou para a Pastoral Rodoviária em 1993. São 19 anos evangelizando na estrada. Nessa semana ele esteve no Rio Grande do Norte e celebrou missas em Canguaretama, Parnamirim, Macaíba, Lajes e Mossoró.

As missas são celebradas em postos de gasolina ou restaurantes na beira da estrada. O caminhão, além de ser a casa do padre, é a capela para a celebração. Abrindo a porta traseira do furgão estão o altar, as caixas de som, o microfone, os folhetos da celebração, as folhas de cânticos e tudo o que é necessário para a realização da missa. “A missa é igualzinha a da igreja. Em algumas tem muita gente, em outras menos, mas o importante é celebrar para os caminhoneiros e os trabalhadores dos serviços rodoviários”, diz Padre Miguel.

Ele percorre as estradas de todo o país sozinho. São mais de 200 cidades diferentes e muitos quilômetros de estrada. É ele quem dirige e cuida da “casa”. As refeições são feitas nos restaurantes da estrada e o banho nos postos de gasolina. “Já estou acostumado a tomar banho em oito minutos porque na maioria dos postos você compra uma ficha e tem direito a esse tempo para o banho”, conta.

Se engana quem pensa que o padre se sente sozinho por viver na estrada. “Eu converso com muita gente, tenho conhecidos pelo Brasil inteiro. Tem muita gente que não vive viajando e é muito mais solitário que eu, que só conversa com as pessoas pelo computador. Eu prefiro conversar com um borracheiro, com um frentista. Eu gosto de viajar, gosto de dirigir, isso não é um problema para mim”.

Todas as despesas da viagem, como manutenção do caminhão, alimentação, gasolina, são pagas com o dinheiro das ofertas dos fiéis. “Nós não cobramos nada, cada um dá o que pode dar, mas tem muito dono de posto que ajuda, dá a gasolina, outros dão as refeições, e assim a gente vai seguindo”, diz o padre. O roteiro com a programação das missas dos motoristas é organizado a partir de pedidos feitos pelos proprietários ou gerentes dos estabelecimentos rodoviários e são programados com até um ano de antecedência.

Fonte: DN Online

Ponto de Vista

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