Os efeitos das medidas emergenciais anunciadas há 41 dias, pelo Governo do Estado, para melhorar o atendimento hospitalar na rede pública ainda são tímidos e pouco mudaram a situação de escassez, improvisos e sofrimentos no Hospital Walfredo Gurgel. Na tarde de ontem, 103 pacientes estavam distribuídos em macas pelos corredores – 48 deles eram da ortopedia – a espera de vagas para transferência. No Centro de Recuperação de Operados (CRO), outroa 10 pacientes em macas. E, na Reanimação, 17 estavam entubados sem receber qualquer tipo de sedativos e também à espera de vagas em UTI’s. Segundo a direção do HWG, os problemas no desabastecimento da farmácia – outro item em falta eram anestesias peridural para pequenas cirurgias – deverão ser superados em setembro.
Pacientes no setor de reanimação permaneciam entubados – com ventilação mecânica – sem uso de sedação. “Temos hoje 17 pacientes entubados, na reanimação – que foi transferida para outro setor com a interdição do Cremern – nessa situação. Entubados e conscientes por falta da medicação”, afirmou o médico plantonista Francisco Braga.
O desabastecimento afetou também a realização de cirurgias. Sem anestesia local, todos os pacientes são obrigados a receber a anestesia geral, independente do tipo de cirurgia. A medida, entretanto, não traz qualquer prejuízo aos pacientes, garante o plantonista Francisco Braga.
O problema seria no intervalo para atendimento entre os pacientes, que passa a ser maior, devido ao efeito da anestesia geral – cerca de uma hora. “Para receber novos casos, os médicos precisam observar o paciente. Enquanto com a peridural, já libera em seguida, para fazer o outro atendimento”, disse.
Fonte: Tribuna do Norte
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