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Paciente com ECMO que aguarda transplante de pulmão após complicações da Covid é transferida de Natal para SP

Após ter a filha, Ana Rayane precisou ser intubada e tratada com ECMO — Foto: Arquivo da família

Uma paciente de 31 anos de idade que está com ECMO e aguarda um transplante de pulmão após complicações da Covid foi transferida de Natal para São Paulo nessa terça (10).

A transferência foi viabilizada após uma decisão judicial determinando que o estado custeasse as despesas aéreas. Natural de São Vicente, no Seridó, Ana Rayane dos Santos Medeiros vai continuar o tratamento no Hospital Albert Einstein, que ofereceu a vaga de forma filantrópica.

Ana Rayane foi diagnosticada com Covid em junho quando ainda estava grávida. Ela foi internada em uma quinta-feira e no dia seguinte teve o bebê. Depois de três dias teve uma piora no quadro e precisou ser intubada. A situação se agravou ainda mais e Ana Rayane precisou do tratamento com ECMO, que é uma espécie de pulmão artificial.

“Agora ela está em lista de espera para transplante de pulmão, na posição 62 na lista de transplante nacional”, explicou o médico especialista em ECMO, Renato Max.

A transferência da paciente foi feita em uma ambulância-uti até o aeroporto de Natal. Através da via judicial, o governo pagou cerca de R$ 176 mil no transporte aéreo médico até a capital paulista. O marido, Carlos Henrique, embarcou horas antes da esposa, em um voo comercial. Sem condições de arcar com o tratamento, nem se hospedar em São Paulo durante 1 ano de tratamento, ele também contou com a corrente de solidariedade que ajudou o casal de São Vicente.

“Inicialmente a maior barreira foi a questão social onde o hospital em São Paulo exigia que a família tivesse condições mínimas de se manter em São Paulo por um ano. Depois da doação de alguns empresários, nós fizemos uma campanha e conseguimos essa liberação da vaga. Outro entrave foi a questão desse transporte. Com a liberação da vaga a gente entrou em contato com a FAB que tentou ajudar, mas, infelizmente, a aeronave da FAB não tinha as especificações técnicas, não suportava a voltagem dos aparelhos e a missão teve que ser cancelada. Daí acionamos a Justiça e veio a decisão a favor da família onde o governo e a união deveriam arcar com essa UTI aérea”, explicou o médico.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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