Jaecio Carlos*

Sinal dos tempos. A publicidade anda tão em baixa que até anúncios em outdoors estão desaparecendo. Por todos os cantos da cidade vemos outdoors em branco e isso significa que as empresas estão sem caixa para investir na divulgação dos seus produtos e serviços. Só as gigantes do varejo ainda botam o bloco na rua pra dizer que estão vivas.

Em dezembro de 2013 o advogados Fabio Holanda,e os editores Marcos Cesar (Revista Foco), Gledson Batalha (Revista O Poder) e eu (Informática em Revista) nos reunirmos na Fecomércio para criar o Sinrevista – Sindicato das Empresas Editoras de Revistas do RN e escolhemos Marcos Cesar para presidente. A ideia era a de fomentar um trabalho para conseguir anúncios de grandes empresas que atuam no Rio Grande do Norte, como bancos, lojas de grande porte, etc Enfim, as contas gordas e atuar junto a gráficas para conseguir preços melhores para impressão de nossos produtos.

O projeto não saiu do papel. O Sinrevista ficou apenas na intenção. Nunca mais nos reunimos e, assim, o mercado editorial começou a perder as poucas forças que tinha. Ser anunciante para cobrir as despesas, o órgão fecha, demite pessoas e o caos se estabelece.   Ainda sobrevivem as gráficas rápidas, com pequenos anunciantes que encomendam folhetos para distribuir nas ruas suas mensagens e ofertas.

A Internet mudou o mundo. As mídias sociais são o veiculo eficiente e barato para divulgar o que a gente faz. É que Natal ainda não esta totalmente cabeada para receber a maioria dos provedores. Net, Cabo, Claro, por exemplo, não estão em todos os bairros. O custo é muito alto para cabear um bairro e não compensa angariar usuários com mensalidades pequenas. A população de baixa renda não tem condições para ter Internet em casa. Caberia ao governo subsidiar esses cabeamentos para que toda a população se utilizasse desse serviço tão necessário que é o aceso a Internet.

Mas, mesmo as escolas do governo, tem acesso precário a Internet. Vimos, outro dia, uma reportagem na TV Cabugi, mostrando a deficiência e a lentidão de acesso a esse serviço. Alunos frustrados com a má qualidade. Uma Universidade, através do professor, se manifestou dizendo esperar que, daqui a dois anos, a qualidade e a provisão didática desse serviço seja corrigida. Já pensou!?

E assim vamos nos enganando, pensando que um dia a formação de mão-de-obra aconteça com qualidade e o mercado se recupere como um todo.

Tínhamos elefantes brancos e agora a bola da vez são os outdoors brancos. Sem publicidade os veículos de comunicação fecham e deixam centenas de profissionais desempregados.

*Jaecio CarlosEditor de Revistas, Jornais, Livros e Palestrante Motivacioal

Ponto de Vista

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