Até que ponto é interessante se assistir ao crescente processo de judicialização de todas e quaisquer questões que acontecem em nosso país? Até que ponto será certo uma filha acionar judicialmente o pai, alegando que este não lhe deu o chamado amor paterno, cobrando-lhe por isso polpuda soma de dinheiro a titulo de compensação?
Até que ponto é bom se exacerbar a prática da politização de tudo e sobre tudo no Brasil, capaz de gerar caleidoscópicas cenas, como um dejá vu de episódios do passado? Até que ponto devemos concordar com a permanente criminilização do que não é tido como politicamente correto, uma tendência muito observada nos últimos anos?
Até que ponto essas atitudes, que alguns pretendem classificar como sendo o top do top da nossa nova moralidade, não estarão apenas incentivando o surgimento de novos tipos de intolerância? Até que ponto devemos fazer de conta que todos esses exageros não estão acontecendo?
Vamos pensar um pouco sobre essas coisas. Sem abdicarmos da parte boa dos avanços conquistados. Mas tendo cuidado para não sermos vitimas de uma indesejada paranoia.
Nelson Freire
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Excelente reflexão para os inquietantes dias que vivemos.
Artigo muito lúcido e esclarecedor. Parabéns;
- Reflexo das falhas na educação básica transmitida no seio familiar e na escola onde não se passam mais aos pequeninos, futuros adultos cidadãos, os comportamentos éticos que devem ser praticados. A deficiência remete a interpretações equivocadas que com o incentivo de muitos ditos defensores dos direitos ocupam nos juizados os espaço das ações corretamente encaminhadas.