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Operação da polícia e do MP prende seis suspeitos de movimentar dinheiro da maior milícia do RJ

Uma operação da Polícia Civil do RJ e do MP prendeu, na manhã desta quarta-feira (3), seis pessoas suspeitas de movimentar dinheiro do Bonde do Ecko, a maior milícia do estado. Um dos presos é um PM reformado.

A força-tarefa busca ainda Luís Antônio da Silva Braga, conhecido como Zinho. Ele é irmão do miliciano Wellington da Silva Braga, o Ecko, apontado como chefe do grupo paramilitar.

Oriundo da Liga da Justiça, o Bonde do Ecko se expandiu da Zona Oeste do Rio para municípios da Região Metropolitana, como Itaguaí, e na Baixada Fluminense.

Tanto Zinho quanto Ecko já eram considerados foragidos de outras operações. Zinho ainda não tinha sido encontrado até as 8h.

A Justiça do RJ autorizou o bloqueio e o sequestro de bens de empresas. A operação também cumpre 11 mandados de busca e apreensão.

O MP afirma que a milícia de Ecko e Zinho lavou o dinheiro de suas atividades criminosas com o auxílio de empresas, como a Macla Extração e Comércio de Saibro Eireli – EPP e a Hessel Locação de Equipamentos Ltda.

Denunciados na operação

  1. Carla dos Santos Alves da Silva, presa;
  2. Clayton da Silva Novaes, PM reformado, preso;
  3. Fabiana Castilho Alves Duque, presa;
  4. Jenilson Simões Gonçalves, preso;
  5. Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho, foragido;
  6. Márcio Jacob Hessel, preso;
  7. Sidnei Coutinho Perrut, preso.

Organização criminosa e lavagem de dinheiro

O PM reformado Clayton da Silva Novaes foi preso em Paracambi, na Baixada Fluminense, no início da manhã desta quarta.

Segundo as investigações, o esquema de Zinho e Clayton contava com empresas – uma delas, de exploração de areia e saibro, faturou R$ 42 milhões entre 2012 e 2017.

Os sete procurados foram denunciados pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, constatados a partir da verificação de inúmeras operações financeiras irregulares.

O MP afirma que a milícia de Ecko e Zinho ameaça moradores e comerciantes das regiões dominadas. Há ainda a exploração do transporte por vans e do sinal pirata de TV a cabo.

A força-tarefa é composta pelo Departamento-geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e a Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil e pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado do MP.

As prisões foram decretadas pelo juízo da 42ª Vara Criminal da Comarca da Capital.

O MP afirma que Zinho e Ecko herdaram a quadrilha do irmão, Carlinhos Três Pontes.

A quadrilha tem “franquias” na Baixada Fluminense e outros locais do Estado do Rio, como revelado em série de reportagens do Portal G1 em março de 2018.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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