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Operação da PF prende suspeitos de envolvimento na morte de agente penitenciário

Duas pessoas foram presas pela Polícia federal na manhã desta terça feira (6), durante a segunda fase da Operação Força e União (Não Passarão), que apura o homicídio do agente penitenciário federal Henri Charles em Mossoró, na região Oeste potiguar. O crime aconteceu em abril do ano passado.

Além dos mandados de prisão temporária, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão na comunidade onde foi localizado o carro usado no crime. Segundo as investigações, pessoas que moram no local participaram da execução do agente público.

Segundo a PF, na primeira fase foram identificados os responsáveis pela cadeia de comando, ordem e levantamentos de informações para executar o agente público.

A primeira fase da operação foi deflagrada no dia 19 de julho do ano passado e, segundo a PF, visava desarticular um movimento organizado dentro de presídios federais com o objetivo de matar agentes penitenciários federais.

Cerca de 30 policiais federais cumpriram oito mandados de busca e apreensão, sendo quatro no Rio de Janeiro, quatro em São Paulo, um mandado de condução coercitiva no Rio de Janeiro, além de cinco mandados de prisão preventiva, sendo um em Mossoró, no Rio Grande do Norte, e quatro em São Paulo. Já havia a perspectiva de que novas prisões fossem decretadas.

À época, os investigadores apontaram que a facção criminosa Primeiro Comando da Capital assassinou dois agentes penitenciários federais em menos de um ano: Alex Belarmino Almeida Silva, em setembro de 2016, na cidade de Cascavel (PR) e Henry Charles Gama Filho, em abril de 2017, em Mossoró/RN.

No decorrer da investigação do homicídio de Alex Belarmino, foi descoberto que a facção tinha planos de executar dois agentes públicos por unidade prisional.

Já em relação a Henry, as investigações apontaram que sua morte havia sido planejada há dois anos na cidade de São Paulo, e que teve início através de integrantes do PCC envolvidos na coleta de dados, preparo da ação e com participação de pessoas próximas da vítima.

As investigações demonstraram, também, que não há pessoalidade nas ações do PCC, que escolhe seus alvos em razão das informações e de uma maior vulnerabilidade com o fim de se executar um plano preciso e sem deixar indícios de autoria.

Fonte: G1RN

Ponto de Vista

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