Investigadores da Lava Jato avaliaram que, com a operação Cui Bono, da Polícia Federal, aumentou a pressão sobre o deputado cassado Eduardo Cunha para que ele negocie um acordo de delação premiada.
Isso porque a operação foi deflagrada nessa sexta (14) após a PF apurar fraudes em empréstimos da Caixa Econômica a empresas. No âmbito da operação, foram investigadas mensagens trocadas entre Cunha e o ex-ministro Geddel Vieira Lima que, em 2012, era vice-presidente da Pessoa Jurídica do banco.
Segundo a PF e o Ministério Público, Cunha e Geddel atuaram para facilitar empréstimos da Caixa em troca de propina.
Para esses investigadores que atuam na Lava Jato, a situação jurídica do ex-presidente da Câmara se complicou ainda mais com as informações reveladas pela operação desta sexta.
Cunha está preso em Curitiba (PR) desde outubro do ano passado, por decisão do juiz federal Sério Moro. Ele é acusado de ter participado do esquema de corrupção que atuou na Petrobras.
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