Sobreviventes de um campo de prisioneiros da Coreia do Norte sofreram “fome e atrocidades inenarráveis”, indícios de violações disseminadas e sistemáticas por parte do Estado, disseram investigadores de direitos humanos da ONU ontem (17). Michael Kirby, chefe do inquérito independente, disse que depoimentos de exilados norte-coreanos, incluindo de ex-presos políticos, concedidos em audiências públicas no mês passado em Seul e Tóquio, sugerem um padrão de comportamento por parte do Estado.”Eles são representativos de padrões de grande escala que podem constituir violações sistemáticas e flagrantes dos direitos humanos”, disse Kirby ao apresentar o primeiro relatório da comissão ao Conselho de Direitos Humanos da ONU. Segundo ele, o inquérito buscará determinar quais instituições e funcionários norte-coreanos são responsáveis. A comissão de inquérito foi criada em março para investigar supostas violações no misterioso país comunista, incluindo possíveis crimes contra a humanidade. Entre os depoentes da comissão estava Shin Dong-hyuk, mais conhecido desertor norte-coreano, que conseguiu fugir de um campo para prisioneiros políticos onde nasceu.
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