ONDE ESTÁ O PENSAR? –
A educação superior, formadora do capital intelectual está mostrando uma faceta que dela não se esperava, cuja missão objetivava ensinar às pessoas a raciocinar por si, serem criativas, capazes de contribuir para a construção de novos conhecimentos, capaz de proporcionar um mundo mais digno.
O que vemos hoje são levas de jovens ingressando nos “templos” do saber, “descalços” de uma base mínima de sustentação crítica e desconhecedores das potencialidades que uma universidade é capaz de proporcionar ao seu amanhã.
Diga-se a bem da verdade que a maioria são alunos “digitais”; aptos a manipular teclas e aplicativos sem a mera pretensão de saber o porquê das coisas.
Esquecem e não são instigados conscientemente, por boa parte dos “mestres” e “doutores”, que o conhecimento só se renova pelo estudo, pela pesquisa, pela discussão com a sociedade, pela agregação de interesse coletivo.
O modelo educacional, hoje atrelado aos ditames do capitalismo brasileiro, parece e bem parece, indiferente ao hábito de “fazer” pensar.
Pensar pra que?
Isso tem contribuído para “empurrar” o jovem promissor à segmentação do conhecimento, nivelando-o com especialidade disso ou daquilo, sem noção do amplo aspecto do saber envolvente.
O funil é exclusivista e visa tão somente capacitar o jovem de forma minimalista para se inserir no mercado de trabalho com o foco de apenas “apertar aquele botão”.
Milhares e milhares deles são graduados com fartura, com paraninfos e reitores com ares de chefes de produção, enchendo as prateleiras de conhecimentos não espelhados na verdadeira essência do saber universal.
Vemos, como regra, boa parte dos formandos, sem a visão integradora, construtiva, desafiadora.
É preciso “sobreviver”, urge ter o ganho financeiro, a concorrência é grande, as oportunidades são escassas.
Mas onde está esse mercado?
A pequena e a grande empresa estão sufocadas pelo aparato desproporcional do laço da carga tributária, das taxas exploradoras, dos registros, das licenças e dos encargos trabalhistas.
Some-se à tecnologia que, por um lado facilita a vida moderna, por outro é a lâmina decepadora de empregos.
Cresce a população, pulverizam-se as escolas ditas superiores, avança ciberneticamente a tecnologia e, como resultante: jovens sem destinos, pais desesperados, famílias abandonadas, porta fechadas: “NÃO HÁ VAGAS”.
Aí chega de mansinho o “demônio” com seu mote de consumo: “tenha isso; seja feliz; sua vida será outra; parcele suas compras; use o crédito disponibilizado; se ele pode você também pode; seja homem; seja mulher; seja o que quiser”.
E nessa “necessidade” de atender aos apelos oferecidos, parte dos jovens (fragilizados pela banalização dos valores morais), se defronta com um leque de ilícitos como forma de ser e “ter” o que o mundo prega como receita de felicidade.
Neste ponto, as drogas se apresentam como aliados do “empoderamento” que ele precisa.
Pronto! A sociedade, a família, as instituições, todas elas, de joelhos, rendidas ao infortúnio.
Surgem os crimes de todas as ordens. A fadiga da competência administrativa dá sinais de decadência. As chagas ficam visíveis e uma geração aparentemente tão competente, sucumbe ante os atos e ações degenerativas do modelo econômico experimentada pela sociedade atual.
Para que a educação, como um todo, assuma seu papel transformador, não basta negar as formas atuais. É preciso audácia para o confronto entre desafiar e conviver com a realidade do capitalismo dependente, porém integralizando os jovens ao conhecimento científico e humanístico.
E tudo isso só acontecerá, de forma a enfrentar as contradições sociais, a partir do ensino de base, tido com educação realmente formadora dos valores humanos.
Transformar pelo pensar.
Carlos Alberto Josuá Costa – Engenheiro Civil e Consultor (josuacosta@uol.com.br)
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