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OMS confirma mais de 1200 suspeitas de varíola dos macacos na República Democrática do Congo

Corpo de um homem não identificado com marcas da varíola dos macacos — Foto: CDC/Brian W.J. Mahy/Handout via REUTERS

O órgão da OMS que opera na República Democrática do Congo informou oficialmente que 1284 pessoas com suspeitas da varíola dos macacos. Entre essas, 58 morreram, o que leva a uma taxa de mortalidade de 4,5%, segundo o relatório.

A doença, que tem uma baixa taxa de mortalidade, infectou milhares de pessoas em partes da África central e ocidental nos últimos anos, mas é pouco frequente na Europa e em outros continentes. A maioria dos infectados consegue se recuperar em semanas.

Inicialmente ela surge com sintomas similares aos de gripe como o inchaço nos gânglios, porém, depois começa a despertar erupções na pele do rosto e do corpo.

Ações contra a doença

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou na terça-feira (17) que está trabalhando em coordenação com as autoridades de saúde britânicas e europeias para tentar impedir os novos surtos.

“Precisamos entender melhor a extensão da varíola do macaco nos países endêmicos para entender a verdade sobre como está circulando e o risco que significa para as pessoas, bem como o risco de exportação”, declarou a epidemiologista Maria Van Kerkhove.

O primeiro caso no Reino Unido foi identificado em uma pessoa que viajou para a Nigéria, mas os casos subsequentes foram possivelmente por transmissão comunitária, segundo a Agência de Segurança Sanitária (UKHSA).

“Os casos mais recentes, juntamente com relatos de casos em países da Europa, confirmam nossa preocupação inicial de que a varíola do macaco possa estar se espalhando em nossas comunidades”, comentou Susan Hopkins, consultora médica do governo britânico.

A OMS informou, ainda, que muitos dos casos relatados são de pessoas que se identificam como gays, bissexuais ou homens que fazem sexo com homens.

“Estamos vendo uma transmissão entre homens que fazem sexo com homens”, disse o vice-diretor-geral da OMS, Ibrahima Socé Fall. “Esta é uma nova informação que precisamos investigar adequadamente para entender melhor a dinâmica da transmissão local no Reino Unido e em outros países”.

Primeiro caso na Alemanha

A Alemanha confirmou nesta sexta-feira o primeiro caso da doença no país. Ainda não se tem mais informações sobre a pessoa infectada, porém, o país garantiu estar monitorando a situação.

Outros países da Europa também confirmaram casos da doença.

Veja lista:

  • Reino Unido
  • Portugal
  • Espanha
  • Itália
  • França
  • Bélgica
    Fora da Europa, na América do norte, EUA e Canadá confirmaram, além da Austrália, na Oceania.

 

 

 

 

 

 

Fonte: G1

Ponto de Vista

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