A falta de chuva castiga diversos municípios em quase todo o Nordeste brasileiro. Dos nove estados da região, oito têm municípios em situação de emergência por causa da seca ou estiagem reconhecida pelo Governo Federal.
Segundo levantamento atualizado nesta terça-feira (15) junto ao Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil (SINPDEC), são 486 municípios com decreto de emergência vigente. Veja abaixo a quantidade em cada estado:
A emergência é decretada quando começa a faltar água para o básico, principalmente para beber. A estiagem afeta também a alimentação dos animais, que muita vezes são a fonte de renda das famílias sertanejas.
O drama de quem depende exclusivamente da chuva é ainda pior. Em Pariconha, no Sertão de Alagoas, agricultores vivem a apenas 500 metros de distância do Canal do Sertão, mas não conseguem levar a água de lá para irrigar as suas propriedades por falta de dinheiro para encanação.
“Chove uma pequena quantidade, pode até deixar a vegetação verde, porém, não tem água suficiente para encher as cisternas, não tem água suficiente para encher os açudes, não tem água suficiente para trazer vida ao local”, explica o major Rômulo Guedes, assessor-técnico da Defesa Civil de Alagoas.
Nestes casos, a ajuda vem por meio do abastecimento de cisternas por caminhões-pipa. Além da operação coordenada pelo Exército, as prefeituras também contratam carros-pipa para dar conta do abastecimento da população.
“Se a água passa perto, a gente não tem condições de fazer uma irrigação para puxar para uma rocinha que a gente plante”, lamenta o agricultor Ernando dos Santos.
O Canal do Sertão alagoano leva água do Rio São Francisco a 26 municípios do Sertão e 16 municípios do Agreste. A obra melhorou o abastecimento na região, mas, sem dinheiro, muitos agricultores ainda veem a produção de alimentos dependente das poucas chuvas.
A gestão do canal no estado é feita de forma compartilhada entre a Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra), responsável pelas obras e serviços de engenharia e manutenção; a Secretaria Estadual Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), responsável pela gestão e uso da água, como emissão das outorgas do direto de uso da água; e a Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), responsável pelo Desenvolvimento da agricultura irrigada em sua área de influência.
A Secretaria de Agricultura disse que existem mais de mil produtores com autorização de uso da água do canal para irrigação e consumo, e que vai distribuir em breve kits de irrigação para agricultores familiares.
Enquanto não recebem os kits, os agricultores põem toda a confiança nas chuvas, que prometem chegar no outono e no inverno.
A Semarh, contudo, ressalta que garante água para os mais variados usos a partir dos 123 km do Canal do Sertão alagoano nos quatro trechos que estão em operação, captando água para reforçar o abastecimento nas cidades de Água Branca, Delmiro Gouveia, Inhapi, Mata Grande, Olho d’Água do Casado, Pariconha e Piranhas.
Sobre o trecho V do canal, a Seinfra disse que a ordem de serviço para o início das obras será dada ainda em março, mas não divulgou a data. O trecho V vai passar pelos municípios alagoanos de São José da Tapera, Monteirópolis e Olho D’Água das Flores. O prazo de execução é de 27 meses.
Fonte: G1RN
Um homem de 39 anos que cumpria pena no sistema penitenciário do Rio Grande do…
A Justiça Eleitoral realiza atendimentos neste feriado do Dia do Trabalhador (1º) e também neste…
Mais tempo com a família, para cumprir as obrigações em casa, passear e até mesmo…
Após 26 anos de negociações, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia entra em…
Um homem de 31 anos, suspeito de participar do roubo de joias avaliadas em cerca de…
Aulas em escolas da rede municipal de Natal foram suspensas nesta quinta-feira (30) por causa…
This website uses cookies.