Em conferência internacional sobre acidificação dos oceanos, que ocorre na Noruega, nesta segunda-feira (6), foram divulgadas informações a cerca do Oceano Ártico, que está sofrendo com um “rápido” processo de acidificação devido às emissões de CO2, um fenômeno que ameaça os frágeis ecossistemas da região, alertaram cientistas do Programa de Monitoramento e Avaliação do Ártico (Amap, na sigla em inglês), que reúne estudiosos de vários países. Segundo a investigação, a acidez das águas nesta parte do planeta aumentou 30% desde o início da era industrial. O Ártico é o mais vulnerável dos oceanos porque suas águas frias absorvem mais CO2 e recebem a água doce vinda dos rios e do degelo. O impacto da acidificação é pouco conhecido, mas atinge de forma diferente os ecossistemas. No interior do Ártico, por exemplo, corais, moluscos e outros organismos tiveram a capacidade de calcificação alterada. O processo ocorre devido à absorção pelos oceanos do excesso de dióxido de carbono na atmosfera, o que torna a água mais ácida.
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