O PAPA INÁCIO –
“Agora, lábios meus, dizei e anunciai”(Inácio M. de Sena)
Fui apresentado a Inácio Magalhães de Sena como sendo o ‘Papa Inácio’ pelo diletíssimo amigo Carlos Linhares (engenheiro e fã da Banda Isca de Polícia, leia-se Itamar Assumpção). Até então não sabia que o homem já possuía o status e patente como Dom Inácio – Bispo de Taipu.
– Carlinhos, por que você me apresentou o Bispo Inácio como Papa?
– Porque o Bispo, hierarquicamente está muito abaixo do Papa. Inácio ainda está aprendendo a ser
Santo e enquanto não for canonizado será Papa.
Apresentado estava e, daí para uma conversa prazerosa, bastou ele perguntar: “Você é o que de Raphael Joshua”.
Ele é meu tio, respondi.”
O sorriso se expandiu e arrematou: “Ele é um grande artista do nanquim sobre papel, das tintas em telas e da moldagem em argamassa de figuras históricas em murais”
Quando falei que o meu pai Ranilson Costa, em tempos idos, tivera um cinema em Macaíba, o Cine Colúmbia, o Papa Inácio tirou da sua bolsa alguns recortes de revistas e jornais que tratavam de um dos seus temas favoritos: Sétima Arte.
Pronto! Naquele instante já éramos velhos conhecidos.
Fomos pautando nossa conversa sobre os filmes que assistimos, sobre os cinemas que frequentamos e, não poderia faltar, sobre vendas e trocas de revistas nas calçada dos “templos” cinematográficos, principalmente quando nas telas estavam Tarzan, Roy Rogers, Zorro, Romy Schneider, Ann-Margret, Elvis Presley, Anita Ekberg e os encantados filmes de faroestes destemidos, entre os de maiores bilheterias.
Era fácil encontrar o Papa Inácio; bastava ir a uma das livrarias que, naquela época, promoviam livres encontros aos sábados pela manhã para conversas culturais. Cito uma, a Livraria Universitária, onde éramos recebidos graciosamente por Nadir Wanderley.
Inácio, antes da pandemia, marcava presença esporádica no camelódromo da cidade alta. Lá, no Canal Sete, escolhendo e indicando DVDs de filmes clássicos.
O Papa Inácio era uma pessoa simples, de coração aberto ao cotidiano e que inspirava confiança, pois o seu caráter fora moldado pela vida difícil que, na infância e juventude, dele exigiu o exercício da perseverança como vendedor ambulante para ajudar aos familiares, ainda quando “traquinava” pelas ruas de Ceará Mirim.
No site papocultura.com.br (de 15.09.2022), Bartolomeu Correia de Melo professor, cientista e autor literário, descreve de forma maravilhosa quem era “A extraordinária figura de Seo Inácio”. Lá, Bartolomeu cita que Inácio “Já adolescente, ou quase, ganhou proteção do vigário, Padre Rui Miranda, que tentou fazê-lo seminarista, mas em vão. Inácio não se sujeitou à disciplina do Seminário, logo voltou a Ceará-Mirim e ficou sendo sacristão da igreja matriz” Recomendo a leitura completa sobre o Bispo Dom Inácio ou, como me acostumei, sobre o Papa Inácio.
Inácio Magalhães de Sena deixou-nos, entre tantos momentos de alegrias, dois livros intitulados:
“Agora lábios meus, dizei e anunciai” e “Memórias quase líricas de um ex-vendedor de cavaco
chinês”.
Certamente, agora, está conversando com Deus sobre cinema e sobre as peripécias da vida. Seja bem acolhido. Por aqui vamos relembrando e contando as suas histórias.
The End.
Carlos Alberto Josuá Costa – Engenheiro Civil, escritor e Membro da Academia Macaibense de Letras, josuacosta@uol.com.br
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