Além disso, hoje em dia as notícias viajam com muita rapidez pela internet e pelas redes sociais.
Ou seja, ficamos sabendo de um terremoto que acabou de acontecer do outro lado do mundo em questão de segundos, e com acesso a uma série de vídeos feitos pelas próprias vítimas e por câmeras de segurança.
Há um terceiro fator importante nessa equação: a população está crescendo e vive cada vez mais concentrada em grandes centros urbanos.
E isso aumenta também o número de pessoas potencialmente expostas aos efeitos de um terremoto.
Quantos terremotos acontecem por ano?
O Centro Nacional de Informações sobre Terremotos dos EUA estima que, todos os anos, são registrados cerca de 20 mil terremotos ao redor do globo — em torno de 55 tremores de diferentes magnitudes todos os dias.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos calcula uma média de 16 terremotos de magnitude mais alta a cada doze meses.
Em média, são 15 tremores que superam uma magnitude 7 e um que ultrapassa a barreira da magnitude 8.
Mas esse número não se repete com precisão de um relógio suíço: nas últimas cinco décadas, houve pelo menos uma dúzia de anos em que esse número de terremotos mais fortes fugiu da média esperada.
Um exemplo disso foi o que aconteceu em 2010, quando 23 terremotos sacudiram diferentes regiões do planeta.
Mas há ocasiões em que esse número fica abaixo do esperado: em 1989, foram registrados apenas seis tremores de maior gravidade, que superaram a magnitude 7.
O desafio está na imprevisibilidade desse evento: ainda não existem ferramentas capazes de prever quando, onde e com qual magnitude um terremoto vai acontecer.
Mas, em alguns lugares, a tecnologia já permite detectar um terremoto logo depois que ele começa.
Assim, é possível emitir alertas para regiões que ainda serão atingidas por ondas mais fortes, por exemplo, dando às pessoas alguns segundos preciosos para se proteger.