O LIVRO DE PAPEL –
O livro é sempre companhia das melhores: professor, conselheiro, estimulador de pensamentos e ideias, orientador de soluções. Comparar o livro a um bom amigo é sinal de valorização da amizade.
Os livros mudam o rumo da sociedade e das pessoas. Basta lembrar que a Bíblia, ainda que com diferentes interpretações, qualifica várias vertentes religiosas. Um livro, O Capital de Karl Marx, deu nascimento a governos socialistas de mais da metade da humanidade e, indiretamente, influencia outra grande parte do restante humano.
Sempre genial, o poeta Mário Quintana constatou: “Livro não muda o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas”.
A leitura de um bom livro atua para sempre no comportamento do leitor, no seu modo de pensar e de agir. É remédio seguro contra a ansiedade, o estresse e muitos outros males, males acarretados ou trazidos pela civilização.
Atualmente, muito se discute sobre a sobrevivência do livro de papel em face do eletrônico, o e-book. O escritor Ruy Castro anota que o livro eletrônico se lê mais com os dedos do que com os olhos. Na verdade, este tem as vantagens de ser bem mais barato, de respeitar a ecologia do planeta, da comodidade de conduzi-lo em celular ou no ipad e da simplificação da consulta. Ainda assim, prefiro o livro de papel. Agrada-me o tato, o olfato, o sentimento de propriedade, a possibilidade de sublinhar o essencial, o estar sempre disponível. Depois de uma certa idade, os homens preferem a releitura às novidades literárias. Os livros clássicos, filtrados pela sabedoria do tempo, engrandecem a vida.
Um livro é um dos melhores presentes. Ninguém pode presentear, condignamente, com um e-book. Não se pode embrulhar em papel de seda, nem fazer uma dedicatória amável.
Já imagino que autores escrevem apenas aquilo que gostariam de ter lido.
Livro é memória transformada em instrumento de leitura. Do barro passando pelo papiro até o digital. Gutemberg, ao criar os tipos móveis de metal em 1455, não poderia imaginar o impacto social e econômico que a sua invenção iria produzir. O que também deve ter causado o invento da escrita cuneiforme dos sumérios há 4 mil anos a.C. Os suportes de livros é que têm variado, permanecendo a representação do pensamento, seja em barro, pedra, madeira, bronze, chumbo e até na nobreza da prata e do ouro.
Valores estéticos são prezados na confecção livresca. Lembramos a beleza dos incunábulos. Os mulçumanos, que têm proibição de representar imagens humanas e de animais, esmeram-se na escrita artística. Os árabes, amigos dos astros, com a beleza inexcedível da sua língua, esmeram-se na oralidade. Tive uma noite de encantamento ouvindo o recital poético do pai do meu amigo Hanna Safieth. Inesquecível emoção de nível oral.
A atual geração digital não tem conseguido retirar todo o prazer da leitura do livro de papel. À versão digital, falta-lhe mística.
Quando surgiu o cinema, falava-se na morte do teatro. Vemos a coexistência pacífica e estimulante dessas artes. Assim, acontecerá entre o livro eletrônico e o físico.
Diogenes da Cunha Lima – Advogado, Poeta e Presidente da Academia de Letras do RN
DÓLAR COMERCIAL: R$ 5,1740 DÓLAR TURISMO: R$ 5,3750 EURO: R$ 5,9360 LIBRA: R$ 6,8600 PESO…
A Polícia Civil da Paraíba deflagrou, nesta quinta-feira (18), uma operação para investigar crimes patrimoniais…
Uma operação contra um esquema criminoso de movimentação bilionária através de bets ilegais cumpriu, nesta…
Natal tem mais um fim de semana de São João no estacionamento da Arena das Dunas.…
O edital de abertura do concurso público para a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária…
A Conspiração, produtora do filme que conta a trajetória de Marta Vieira da Silva, maior…
This website uses cookies.