NOVO GOVERNO: SEM A CRÍTICA É A FASE OCULTA DA LUA – Luiz Serra

NOVO GOVERNO: SEM A CRÍTICA É A FASE OCULTA DA LUA –

Até que com pouco debate consegui manter minhas amizades tanto de Bolsonaristas quanto petistas, mesmo antigos ou novatos, saídos dessa breve e intensa peleja eleitoral.

Na hora H, quando a discórdia do discurso assumia ares de insuportável convivência, eu sacava minha intenção primeira que era a de votar no sobralense de afinidade familiar, Ciro Gomes; e, como uma palavra mágica, o silêncio para o meu lado se estabelecia. Me convenci que a palavra mais importante para se manter na luz da democracia era a pronúncia de um nome e sobrenome de político até então postado no torreão da ausência de cargo político e sem máculas a objetar. Sua evocação se deu como candidato ao cargo majoritário da nação e teve boa receptiva em prognósticos dos institutos de pesquisa: aparecia quase sempre na perspectiva de suplantar o candidato do PSL no segundo turno.

Voltando ao calor da discussão do pós-pleito, a reparar que um e outro lado mantêm-se a fala que era adotada anteriormente pelos oponentes, ou seja, os afinados ao capitão adotam o um discurso muito caro aos petistas. Sempre a crítica não costumava ser bem-vinda. Como agora ante qualquer discordância ao eleito naturalmente surge um enxame retórico da ordem do “o homem nem tomou posse”, “chega de mimimi”, e, até com certa razão, porque vivemos no abrasar deste rescaldo mental pós-eleição.

Não há dúvida que o vencedor foi conduzido à vitória por fatores irremediáveis, o principal deles, a lógica da maioria, que repele estruturas desgastadas de prática política e que elege alguém o máximo possível distanciado do lugar comum das cambulhadas, centradas na miséria contumaz da corrupção.

Essa prática histórica permissiva que faz esfolar qualquer democracia.

No entanto, podemos dizer que a política deve sempre estar na claridade da transparência una. Como disse e representou bem o dito, um político de outrora, Carlos Lacerda, e tinha boas razões práticas para dizê-lo: a política é um rio permanentemente caudaloso.

Finda a eleição, é hora de pensar em projetos. Críticas em boa hora podem propiciar alterações de intenções para melhor. Correções de rumo enquanto é factível.  E não podemos perder tempo se o estrago posto foi de monta.

Se o petismo era um estado de espírito que não admitia a crítica, e os de agora no campo adverso seguem a mesma linha amarga, por que não experimentar o gosto adocicado de como funciona a democracia?

Por fim, seria bom alvitre fixarmos no dístico reflexivo de Winston Churchill, ao referendar que: “A democracia é o pior dos regimes políticos, mas não há nenhum sistema melhor do que ela”.

Logicamente o estadista britânico se referiu à eleição de Hitler, que, no entanto, se resolveu a doloroso custo. Corrigiu-se a tempo.

 

Luiz SerraProfessor e escritor
As opiniões contidas nos artigos são de responsabilidade dos colaboradores

Ponto de Vista

Recent Posts

COTAÇÕES DO DIA

DÓLAR COMERCIAL: R$ 4,9720 DÓLAR TURISMO: R$ 5,1740 EURO: R$ 5,8410 LIBRA: R$ 6,7600 PESO…

24 horas ago

Obra da Caern mantém trecho da Avenida João Medeiros Filho interditado em Natal

Duas semanas após uma cratera se abrir na Avenida João Medeiros Filho, uma das principais da…

24 horas ago

Morre aos 105 anos ex-combatente brasileiro da Segunda Guerra Mundial

Morreu aos 105 anos, Altair Pinto Alaluna, um dos últimos ex-combatentes vivos da Segunda Guerra…

1 dia ago

PONTO DE VISTA ESPORTE – Leila de Melo

  1- O ABC Futebol Clube venceu por 1 a 0 no Estádio Marizão, em…

1 dia ago

Fim de semana: Inmet emite alertas laranja e amarelo de chuvas para todo o RN

A previsão é de mais chuvas no Rio Grande do Norte nos próximos dias, segundo…

1 dia ago

Mega-Sena, concurso 3.000: prêmio acumula e vai a R$ 115 milhões

O sorteio do concurso 3.000 da Mega-Sena foi realizado na noite desse sábado (25), em São…

1 dia ago

This website uses cookies.