NOTAS DE RODAPÉ – Roberto Goyano

NOTAS DE RODAPÉ –

Atento leitor de noticiários diversos, sempre me deparo com pequenas notícias, quase notas de rodapé, que muitas vezes passam desapercebidas.

Diferentemente das manchetes, que sempre nos detemos para ler, essa outras, por serem comentários sobre um ou outro projeto, não nos chamam a atenção.

Pois bem, acabei por me deparar com uma dessas pequenas notas.

Cheguei a ficar um pouco eufórico com a chamada, receita federal estuda redução das alíquotas do IR.

Nós que pertencemos à casta dos comuns, verão mais adiante o porque estou dizendo casta, que não temos alternativas uma vez que o IR é retido na fonte, teríamos um certo alivio financeiro para auxiliar nossa sobrevivência.

Ledo engano!

Na sequência desse comentário, que identifica estudos para essa redução no Ministério da Economia, vem de imediato a água na fervura.

Caso haja essa redução, esta seria compensada com limitações e reduções nas deduções possíveis no IR.

Ou seja, limitação nas deduções de pensão alimentar, gastos com saúde, dependentes e etc. Segue o comentário que, por conta da extrema necessidade de não se perder receitas, compensações seriam impostas para a redução de alíquotas.

Assim como a famosa CPMF que, a discussão hoje não é se vai ser implementada, isso já está definido, acreditem ou não. A questão é quando e porquê.

Ainda nesse mesmo dia, seguindo com a leitura das matérias, vejo a manchete chamando a atenção para a pressão exercida pelo STF junto ao Congresso para que não se vote a possibilidade de redução dos salários e outros benefícios (e quantos!) dos funcionários públicos.

Então só me resta concluir que, os assalariados mais prejudicados serão os da iniciativa privada que, nessa pandemia vê suas contas se transformarem num pandemônio!

Estamos criando o que chamei num paragrafo acima castas, gerando apreensão e tensões desnecessárias num momento tão difícil.

Cada vez mais vejo o desanimo da população com as decisões de nossos governantes, isso em todas as esferas, salvo raríssimas exceções.

Estamos chegando ao limite do suportável, a casta dos comuns não suportará por muito tempo tanta tensão.
Como exemplo, mais ou menos recente, coloco a paralização dos caminhoneiros que colocou o país num caos e afetou seriamente a economia.

Essa geração de tensões e clima de instabilidade pode desaguar em consequências nefastas.

Espero que pessoas de bom senso, razoáveis e sensíveis atentem para este fato.

Estamos vivendo uma situação complicada com crises na saúde, na economia e especialmente política.

Temos que estar atentos para evitar uma situação mais caótica do que a que estamos vivendo.

Nós, sociedade, temos a responsabilidade de exercer a pressão necessária, dentro dos tramites legais para mudar esse panorama.

Espero que em minhas próximas leituras de noticiário consiga encontrar algo para, ao menos, aliviar tanta preocupação e ansiedade.

 

 

 

 

Roberto Goyano – Engenheiro

As opiniões contidas nos artigos são de responsabilidade dos colaboradores
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