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Netanyahu e Trump discutem planos de ofensiva de Israel em Gaza

Donald Trump e Benjamin Netanyahu em fevereiro de 2025 — Foto: REUTERS/Leah Millis

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, conversou por telefone com o presidente dos EUA, Donald Trump, sobre os novos planos de Israel para uma ofensiva na Faixa de Gaza, informou o gabinete do premiê nesse domingo (10).

“Os dois discutiram os planos de Israel para assumir o controle dos redutos restantes do Hamas em Gaza para pôr fim à guerra, garantindo a libertação dos reféns e derrotando o Hamas”, disse o gabinete de Netanyahu.

 

A conversa ocorre em um momento de forte pressão interna e externa contra a nova fase da guerra. No sábado (9), milhares de israelenses protestaram em Tel Aviv pedindo o fim do conflito e a libertação dos reféns, enquanto a ONU e aliados europeus condenaram duramente o plano israelense.

O plano para Gaza

Mais cedo neste domingo, Netanyahu declarou a jornalistas que o plano para o controle da Cidade de Gaza, considerada um dos últimos redutos do Hamas, será colocado em prática “muito em breve”. Segundo ele, a ideia não é ocupar permanentemente o território, mas sim entregá-lo a um governo civil não filiado ao Hamas ou à Autoridade Palestina.

O premiê justificou a retomada da campanha militar pela recusa do Hamas em aceitar os termos de um cessar-fogo proposto em janeiro.

Questionado sobre a crise humanitária, com a fome atingindo o nível mais grave segundo a ONU, Netanyahu disse que Israel “gostaria” de abrir mais corredores de ajuda, mas afirmou que jornalistas estrangeiros não poderão entrar na região sem autorização explícita das Forças de Defesa de Israel (IDF).

Protestos em Israel

A decisão de expandir a ofensiva militar enfrenta grande oposição da população israelense. No sábado (9), uma manifestação que, segundo os organizadores, reuniu mais de 100 mil pessoas em Tel Aviv, pediu um acordo para a libertação imediata dos cerca de 50 reféns ainda em poder do Hamas.

Pesquisas de opinião pública mostram que a maioria dos israelenses é a favor do fim imediato da guerra para garantir a soltura dos sequestrados. O governo de Israel acredita que cerca de 20 dos reféns restantes ainda estejam vivos.

Divergências com militares

O novo plano também gerou divergências entre o governo e a cúpula militar. Altos oficiais do Exército consideram a ofensiva arriscada, temendo pela vida dos reféns e das próprias tropas, que estariam exaustas.

O comandante das Forças Armadas, Eyal Zamir, se opôs publicamente ao plano. A discordância gerou uma briga entre ele e Netanyahu, segundo a imprensa israelense, agravada depois que o filho do premiê acusou o general de tentar incitar um motim. Em resposta, o ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que o Exército “cumprirá” as ordens do governo.

Reação internacional

A comunidade internacional reagiu duramente. Os cinco membros europeus do Conselho de Segurança da ONU (Reino Unido, França, Eslovênia, Dinamarca e Grécia) condenaram a decisão e convocaram uma reunião de emergência para este domingo.

Em nota, o grupo afirmou que a ofensiva pode violar o direito internacional e pediu que Israel suspenda as restrições à ajuda humanitária. Durante a reunião, um subsecretário-geral da ONU alertou que o plano corre o risco de desencadear “uma nova calamidade” na região.

O Reino Unido chamou a decisão de “errada”, e a Alemanha suspendeu as exportações de equipamentos militares para Israel. O chefe de Direitos Humanos da ONU, Volker Turk, afirmou que o plano precisa ser “imediatamente interrompido”.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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