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Natal fica sem estoque de leite com fórmula especial e prejudica distribuição a crianças alérgicas

Maria Helena com a mãe Gislayne e o pai. Latas de leite com fórmulas especiais são necessárias para alimentação dela — Foto: Pedro Trindade/Inter TV Cabugi

Natal registrou falta de latas com fórmulas especiais para algumas crianças cadastradas no programa da Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV). O motivo é a falta do produto em estoque.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o processo de aquisição para pelo menos três fórmulas – Aptamil Pepti, Neocate LCP e Pregomin -, que estavam em falta, estão “em fase de conclusão, com o fornecedor tendo o prazo de 30 dias (após a assinatura do contrato) para enviar os insumos”.

De acordo com a pasta, nessa quinta-feira (15) havia apenas a fórmula especializada Neocate LCP. A SMS informou que acompanhava a situação “e espera restabelecer o abastecimento o mais breve possível”.

Enquanto o problema não é sanado, famílias têm precisado se virar para conseguir comprar as latas com as fórmulas.

Alérgica à proteína do leite da vaca, Maria Helena, de 11 meses, ficou desabastecida com a falta das fórmulas na rede pública em Natal. Os pais, então, precisaram correr para comprar o produto por conta própria.

Cada lata da fórmula custa R$ 252, e a bebê consome, em média, uma lata por semana.

“Ela toma pelo menos três vezes ao dia, e uma lata dura em torno de uma semana. O valor da lata é alto e a gente precisa realmente que a Secretaria de de Saúde do Município de Natal se posicione, nos dê uma resposta”, contou a mãe de Maria Helena, a assistente administrativo Gislayne Gomes.

Falta do leite prejudica bebê

Segundo a mãe de Maria Helena, a SMS não havia dado previsão para retomar com os produtos às famílias.

“A gente chega lá, quase não tem explicação. Da porta mesmo meu marido já soube que não tinha mais lata de leite para ninguém”, contou.

A mãe contou que fica emocionalmente abalada e com uma sensação de impotência de voltar sem o produto para casa. “E ao mesmo tempo revoltada, porque a gente dá o voto de confiança ao Poder Público, e o que a gente recebe é a falta”, falou.

A assistente administrativo Gislayne Gomes contou que a falta do leite tem afetado no dia a dia da filha, que tem, por exemplo, dormido pior.

A família conseguiu comprar uma lata enquanto aguarda o retorno do estoque no Município, mas Gislayne pensou naquelas mães que não puderam fazer o mesmo.

“Eu fiquei mais imaginando as mães que não puderam comprar uma lata para o seu bebê que tem essa alimentação exclusiva”, disse.

Fonte: G1RN

Ponto de Vista

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