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Nasa lança missão que vai atingir asteroide em teste contra futuras ameaças espaciais

Ilustração mostra sistema de asteroides ao lado da sonda da missão DART, com previsão de lançamento para novembro desde ano — Foto: Johns Hopkins/Nasa

A missão DART, ou Missão de Teste de Redirecionamento de Asteroide Binário (tradução do inglês), será lançada pela Agência Espacial Americana (Nasa) nesta quarta-feira (24). O objetivo é testar o potencial tecnológico humano contra um asteroide que poderia entrar em rota com a Terra no futuro.

A sonda da agência espacial, prevista para partir às 2h21 da madrugada da Base da Força Aérea de Vandenberg, na Califórnia, Estados Unidos, começará uma viagem a bordo do foguete Falcon 9 da SpaceX até um sistema binário: o alvo é a lua Dimorphos, que orbita o asteroide Didymos.

Segundo Thiago Signorini Gonçalves, professor de astronomia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o destino escolhido é apenas uma “questão de conveniência”.

“É um asteroide que fica relativamente próximo à Terra. Como o objetivo da missão é, em particular, testar a possibilidade de efetivamente desviar a órbita de um asteroide, é importante poder acompanhar a órbita posterior. Se fosse um asteroide muito distante, seria difícil fazer este acompanhamento”, explica.

Sem risco

Assim, ao chegar até a Dimorphos, o que está previsto para acontecer em 2022, a missão acompanhará se de fato é possível alterar com sucesso a rota de um asteroide com a tecnologia desenvolvida para a DART.

São dois corpos diferentes: o maior, com o tamanho mais ou menos de um prédio de 100 andares, e o menor, de 40 andares. Segundo Gonçalves, o tamanho da Dimorphos é até comum para asteroides encontrados no nosso Sistema Solar, mas, ao mesmo tempo, poderia causar um grande estrago se realmente estivesse em rota com a Terra.

De qualquer forma, mesmo se os especialistas da Nasa não conseguirem atingir o sistema de asteroides, não há risco de colisão com a Terra. No entanto, com o sucesso da missão, uma cratera deve ser criada na Dimorphos, o que pode gerar pela primeira vez uma chuva de meteoros criada artificialmente pelo homem.

“A colisão deve gerar uma cratera de aproximadamente 10 metros nesse segundo componente do sistema binário, no asteroide menor, e esse material vai ser levantado. É possível que isso gere uma nova chuva de meteoros que poderá ser vista da Terra”, explicou o astrônomo.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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