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Nasa lança missão inédita até o Sol com nave hiper-resistente ao calor

A humanidade embarca a partir do próximo sábado (11) em sua primeira viagem espacial para “tocar” o Sol. A Parker Solar Probe é uma missão da agência espacial americana (Nasa) e deverá enfrentar milhares de graus Celsius para chegar até a estrela mais importante do nosso sistema. Os cientistas vão chegar mais perto do que nunca – e o que será colhido de informação pelo caminho também é importante.

A nave espacial será lançada da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, nos Estados Unidos. Uma janela de lançamento será aberta no sábado (11) às 3h48 min da madrugada da Flórida (4h48 min de Brasília) e deverá ser encerrada até o domingo (19).

A Parker Solar Probe (PSP) é uma nave única: foi projetada para suportar condições brutais de calor e radiação, com uma blindagem que é resultado de anos de pesquisas.

  • A PSP chegará sete vezes mais perto do Sol do que qualquer outra espaçonave;
  • Para suportar as altas temperaturas, ela terá um escudo especial com 11,43 centímetros de espessura;
  • O material deverá suportar temperaturas que passam de 1,3 mil ºC – a superfície do Sol pode chegar a 5,5 mil ºC. A coroa, atmosfera externa, pode ter milhares de graus Celsius. Por isso, vamos chegar até um certo limite;
  • A PSP terá mais ou menos o tamanho de um carro.

Aprender mais sobre os ventos solares e entender os motivos de a atmosfera externa do Sol ser mais quente que a superfície.

O nome da missão – Parker Solar Probe – é uma homenagem a Eugene Newman Parker, astrofísco de Michigan. Foi ele quem descobriu uma solução matemática para comprovar os ventos solares. Parker recebeu a honra de ter uma missão com seu nome ainda vivo, uma raridade na história da Nasa.

Mas o que são os ventos solares e por que é importante entender mais sobre eles?

Os ventos solares são um fluxo de partículas que sai constantemente do Sol. Essas partículas, basicamente prótons e elétrons, têm uma energia cinética (velocidade) muito grande, como diz a astrofísica Adriana Valio.

Ela explica que essa energia supera a energia gravitacional do Sol. Ou seja: a atração gravitacional, da massa do Sol, é menor na parte da coroa solar – topo da atmosfera da estrela – local de onde saem as partículas.

É a mesma lei que nos segura no chão da Terra e não nos deixa sair flutuando pelo espaço: nosso planeta também tem sua força gravitacional, e é ela que nos prende aqui. No Sol, na parte da coroa, as partículas têm tanta energia que conseguem “escapar” dessa força em um fluxo que é eterno. Isso cria o que chamamos de ventos solares, que são constantes e banham todo o Sistema.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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