NA ROTA DO CAVALO-MARINHO – 

A Rota do Cavalo-Marinho é onde a natureza faz a festa. Dela participam os municípios praieiros de Galinhos, Guamaré e Macau.

Vejamos Guamaré. Acolhedoras pousadas e hotéis são disponíveis aos turistas. O forte da economia está na refinaria de petróleo Clara Camarão, ainda que nos últimos tempos pouco valorizada pela Petrobras.

No município, foram implantadas as primeiras torres geradoras de energia eólica. À noite, piscam as luzes de incontáveis geradores. O Rio Grande do Norte é pura energia.

Nas águas paradas, reproduzem-se viveiros de peixes. O turista que adere aos passeios de canoa encanta-se com a festa da natureza. O barqueiro é também pescador e pode ser um poeta, como Adisson Gleidson, que inicia a recitação de um poema, de sua autoria, de louvor à praia. O navego é feito sobre o verde das águas, as quais refletem as árvores do mangue, com belezas insuspeitadas, em formas e tonalidades. De súbito, voam garças azuis e brancas. Se estiver com sorte, o visitante encontra golfinhos, arraias, tartarugas e peixes que pulam fora d´água.

A canoa aporta em uma ilhota à beira de uma gamboa. Logo, o piloto do barco retorna e traz consigo, em um grande frasco com água, dois cavalos-marinhos, ambos grávidos. Como é sabido, cabe ao macho a tarefa de engravidar. Os peixes fósseis são devolvidos ao seu natural habitat.

As ilhotas são lugares para encontro festivo, com música e alegrias culinárias, com peixes pescados há pouco. Há certa pressa porque a maré sobe rápido e a ilhota fica submersa.

Guamaré abriga pessoas singulares. Não duvide! É a cidade de Pablo Neruda, o verdadeiro, que é músico. Toca violino, violão e contrabaixo. Entre os clássicos, sua predileção é por Mozart, mas também sabe encantar com a música popular. Seu nome de batismo, entre doze irmãos, decorreu da paixão de seu pai marinheiro pela poesia do poeta chileno (Ricardo Eliécer Neftalí Reyes Basoalto), que adotara o pseudônimo de Pablo Neruda.

Não se deve esquecer a sedução das praias da Pipa, São Miguel do Gostoso e Maracajaú. Mas Guamaré, certamente, será a grande descoberta do turismo ecológico.

Faz-se necessária e urgente a união dos líderes das comunidades para tornar efetiva, de grande valor econômico e social, a Rota do Cavalo-Marinho, com o símbolo sugestivo do belo e elegante animal que enfeitam suas águas.

As praias da Rota são vocacionadas ao ecoturismo, o aproveitamento do seu patrimônio natural e cultural para fins de usufruto e conscientização.

Galinhos e Macau completam a Rota. Vale a pena descobrir suas belezas, potencial turístico, riqueza única do marítimo Rio Grande do Norte.

 

 

 

 

 

Diogenes da Cunha Lima – Advogado, Poeta e Presidente da Academia de Letras do RN

As opiniões contidas nos artigos são de responsabilidade dos colaboradores
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