O Museu Nacional que foi destruído por um incêndio no ultimo domingo não contava com brigada de incêndio nem tinha seguro para o seu acervo.
De acordo com a vice-diretora Cristiana Serejo, a instituição não tinha como arcar com os custos o orçamento anual do museu era de cerca de R$ 500 mil mas este valor estava sendo contingenciado desde 2014.
Serejo afirmou também que o museu já está se organizando para retomar as atividades de pesquisa e pós-graduação no horto do botânico que não foi incendiado os profissionais também já buscam maneira de recompor parte do acervo perdido.
Apesar do prédio permanecer interditado pela defesa civil por causa dos riscos de desabamento na parte interna, funcionários do museu acompanhados por bombeiros conseguiram resgatar fragmentos de um crânio foram encontrados em meio aos escombros do Museu Nacional destruído por um incêndio na noite do último domingo.
Eles estavam dentro do laboratório de antropologia biológica e por isso há a possibilidade de que possam pertencer a Luzia, a mais antiga brasileira já encontrada, que viveu onze mil anos atrás.
Também foram recuperados pedaços de cerâmica meteoritos e um quadro com um retrato de Marechal Rondon. Tudo será analisado por profissionais do laboratório de conservação do museu e pela Polícia Federal.
A vice-diretora ressaltou que apenas o prédio principal do museu foi destruído e ainda há acervo armazenado em outros prédios mas a catalogação de só será feita daqui alguns dias.
Agentes da Polícia Federal já estão no Museu Nacional, mas o trabalho de perícia para identificar as causas do incêndio só será iniciado quando o prédio foi liberado depois disso uma empresa especializada será contratada para entrar nos escombros junto com profissionais do museu para tentar resgatar alguma peça que não tenha sido consumida pelo fogo.
O Museu Nacional tinha o maior acervo de história natural das Américas mais de 20 milhões de itens entre fósseis espécimes da flora e da fauna brasileira artefatos de etnias indígenas e uma coleção egípcia trazida ao Brasil por Dom Pedro Primeiro.
O edifício construído há duzentos anos por Dom João Sexto também tem importância histórica por ter sido residência da Família Real. De acordo com o governo federal anunciou investimentos de R$ 15 milhões para a reconstrução do museu.
Fonte: Agência Brasil
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