A partir desta quarta-feira (17), o Rio Grande do Norte contará com um novo espaço cultural: um museu dedicado à guarda e exposição ao público de 1.800 exemplares de minerais e rochas que, juntos, formarão um mosaico das formações geológicas e da história de umas das mais tradicionais atividades econômicas do Estado – a mineração.
O Museu de Minérios do Rio Grande do Norte irá funcionar nas dependências do Campus Natal-Central do IFRN. Sua construção é resultado de um convênio, firmado em 21 de dezembro de 2007, entre a Petrobras, o então Centro Federal de Educação Profissional e Tecnológica (CEFET-RN), e a sua fundação de apoio – a Funcern.
Ao todo, foram investidos R$ 932.968,00 na construção e equipamento do museu, que ocupa uma área de 670,62 m², divididos em dois pavimentos, com oito ambientes internos. Os recursos foram aportados pela Petrobras, sendo que R$ 523.187,20 foram provenientes de renúncia fiscal pelo governo do Estado, através da Lei Câmara Cascudo, em favor da Companhia.
O acervo do Museu de Minérios do Rio Grande do Norte é formado por quatro coleções distintas: a primeira, com cerca de 450 peças e doada pelo governo do Estado, é oriunda do Museu de Minérios Waldemar Meira Trindade, da extinta Companhia de Desenvolvimento Mineral do Rio Grande do Norte (CDM); a segunda, com 300 peças, foi cedida ao museu pelo professor Felippe Fernandez, da Universidade Federal do Paraná (UFPR); a terceira, também fruto de doação, pertencia a uma professora do IFRN; por fim, a maior de todas as coleções, com 750 peças, pertence à Diretoria de Recursos Naturais do Campus Natal-Central do IFRN.
O Museu de Minérios estará aberto ao público em geral das 13h às 17h de segunda à sexta-feira. Já as visitas guiadas e pré-agendadas para colégios serão realizadas também durante a semana, mas apenas pela parte da manhã, das 8h ao meio-dia.
“Teremos aqui um espaço onde o visitante poderá conhecer toda a produção mineral do RN de forma didática e acessível: petróleo, sal, cerâmica, scheelita, ouro, ferro, rochas ornamentais, gemas, minerais de pegmatitos, calcário e a pré-história. Nenhum outro museu tem este olhar”, explicou a coordenadora do museu, a professora Narla Sahtler Musse de Oliveira.
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