Mulheres do Movimento Sem Terra (MST) ocuparam a sede do Ministério da Agricultura, em Brasília, na manhã desta segunda-feira (9) em um protesto contra a liberação de novos registros de agrotóxicos. Usando bonés e com os rostos cobertos, as manifestantes bloquearam a entrada do prédio e jogaram tinta vermelha no chão.
O protesto faz parte da Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra, realizado desde domingo (8) no Distrito Federal. Até a publicação desta reportagem, o posicionamento do governo federal sobre a ocupação do prédio.
Durante o ato, por volta das 8h30, as manifestantes também deixaram um caixão coberto pela bandeira do Brasil na porta do ministério. Ao lado também foram deixadas pás e frascos vazios do que representariam embalagens de agrotóxicos.
Segundo as organizadoras, o protesto é contra a suposta distribuição de títulos individuais de lotes de terra para os assentados da reforma agrária, além do que chamaram de “liberação desenfreada de agrotóxicos pelo governo Bolsonaro”.
“Nós sempre defendemos o Contrato de Concessão de Uso (CCU), porque restringe a mercantilização das terras conquistadas, e terra para nós é um bem comum da natureza, e portanto, não pode ser mercadoria”, explicou Maria da Silva Trindade, do MST.
Por volta das 9h30, duas das seis faixas da via S1, na Esplanada dos Ministérios, foram ocupadas pelo protesto.
Motoristas que vinham da Asa Norte em direção ao Eixo Monumental tiveram que desviar pela pista de baixo já que a via de ligação ficou bloqueada pela Polícia Militar. As pistas foram liberadas por volta das 10h.
Em fevereiro, o Ministério da Agricultura publicou novas regras para o registro de agrotóxicos no país. Com a medida, é mantida a necessidade de avaliação técnica, por três órgãos, como ocorre atualmente, mas, na etapa final, foi aberta a possibilidade de concessão automática do registro, que é feita pelo órgão com base nessas análises.
O responsável pelo setor de registros de agrotóxicos no ministério, Bruno Cavalheiro Breitenbach, afirmou que a medida não vai facilitar a liberação de produtos e nem vai acelerar a fila de pedidos.
A nova regra entra em vigor em 1º de abril, quando o ministério terá 60 dias para decidir se concede ou não o registro ao pesticida.
Fonte: G1
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