O mercado decidiu não esperar pela confirmação da saída do ministro da Fazenda, Joaquim Levy – e, principalmente, pela indicação do substituto -, e optou por ficar de fora. Assim, o Ibovespa fechou a sessão de ontem (18), com perda de 2,98%, a maior queda porcentual desde 13 de outubro, quando cedeu 4%. Fechou aos 43.910,60 pontos, menor patamar desde 28 de setembro, quando encerrou em 43.956,62 pontos. Na semana, acumulou -2,99%. No mês, cai 2,68% e, no ano, 12,19%. O giro financeiro totalizou R$ 7,877 bilhões.
O pregão já abriu em baixa, com o mercado reagindo ao desfecho da votação no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o rito de impeachment no Congresso, uma vez que os ministros deram autonomia ao Senado para barrar o processo aceito pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha. À tarde, o índice foi para as mínimas quando ganhou as mesas o nome de Ciro Gomes para a vaga de Levy, informação desmentida pela assessoria do ex-ministro. Outros prováveis substitutos já tinham sido cogitados – os ministros Jacques Wagner (Casa Civil), Nelson Barbosa (Planejamento) e Armando Monteiro (Desenvolvimento) – e nenhum era do agrado do mercado.
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