O Ministério Público do Rio Grande do Norte descartou a possibilidade de cancelar o concurso público realizado neste fim de semana, apesar de a Polícia Civil desarticulou uma quadrilha suspeita de fraudar pelo menos 40 concursos públicos na Paraíba e em outros cinco estados do Nordeste.
Foram presas 19 pessoas. Segundo as investigações, mais de 400 pessoas foram beneficiadas pelo esquema através do pagamento de R$ 18 milhões à quadrilha durante os últimos dez anos. O esquema foi desarticulado pela Operação Gabarito.
De acordo com a assessoria de imprensa do MPRN, não houve nenhum prejuízo no processo seletivo, já que a fraude foi evitada pela operação da Polícia Civil. Segundo o órgão, não existem motivos para que as provas aplicadas no domingo sejam canceladas.
O concurso público para o MP do RN oferta 32 vagas no quadro de pessoal efetivo – sendo 27 para a função de técnico, 3 para analista de contabilidade e 2 para analista de engenharia civil. A remuneração inicial do cargo de analista é de R$ 5.609,19 (incluído o vencimento, auxílio-alimentação e auxílio-saúde) e do cargo de técnico é de R$ 4.472,71.
As fraudes aconteceram em concursos nos estados da Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Norte, Sergipe e Piauí. A venda do “serviço” custava cerca de 10 vezes o valor do salário inicial do cargo pleiteado pelo concurseiro.
De acordo com as investigações, o grupo cobrava até R$ 150 mil para vender o “kit completo” de aprovação. Os suspeitos fraudavam documentos para facilitar empréstimos para pagar a fraude, diplomas para ingresso no cargo e gabarito da prova.
Segundo o delegado, para o esquema ser executado o grupo precisava que pelo menos dez candidatos do concurso comprassem o gabarito. “É cobrado, em média, o valor correspondente a 10 vezes o salário inicial do cargo pleiteado, de maneira que cada candidato interessado repassa a quantia de R$ 30 mil a R$ 150 mil para a organização criminosa”, explica o delegado de Defraudações e Falsificações (DDF) de João Pessoa, Lucas Sá.
O esquema funcionava por meio de escutas e transmissões eletrônicas durante a aplicação das provas. Parte dos suspeitos ficavam na casa onde os líderes do grupo foram presos, em João Pessoa, e eram responsáveis por receber as informações das provas de outros integrantes do grupo que faziam as provas. “Eles repassavam as informações para os ‘professores’, que respondiam as questões e mandavam os gabaritos para os candidatos”, explica Lucas Sá.
Além dos suspeitos presos na capital paraibana, outros integrantes foram detidos no domingo no Rio Grande do Norte, durante a aplicação das provas do concurso público do Ministério Público do Rio Grande do Norte. De acordo com Lucas Sá, os suspeitos estavam com pontos eletrônicos no ouvido, que foram apreendidos durante a operação.
“Diversos suspeitos ocupam atualmente cargos públicos em importantes instituições, além de ter acesso frequente a outros servidores, aprovados por meio da atuação da organização criminosa, motivo pelo qual conseguiam acesso à estrutura de poder de diversos órgãos públicos e instituições”, completa Lucas Sá.
Concursos que teriam sido fraudados pelo grupo
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