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MPRJ começa a ouvir amigos e familiares do menino João Pedro, morto em ação da polícia

João Pedro Mattos Pinto, morto em operação em São Gonçalo — Foto: Reprodução/TV Globo

O Ministério Público do Rio começa a ouvir, na manhã desta segunda-feira (1), os depoimentos de amigos e familiares do adolescente João Pedro Mattos, de 14 anos, morto em operação das polícias Federal e Civil no morro do Salgueiro, em São Gonçalo, na Região Metropolitana.

Os depoimentos serão realizados com promotores do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp), que atua em casos com indícios de violência policial. O laudo cadavérico indica que João Pedro foi atingido pelas costas com um único disparo, com um projétil que ficou alojado em seu corpo.

A Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, que também investiga o caso, aguarda laudos de confronto balístico para determinar se o projétil de fuzil calibre 556 partiu de uma das três armas de policiais apreendidas na semana do crime. Uma reprodução simulada será realizada, mas ainda não tem data marcada.

Mudança em depoimento

Policiais que participaram da operação prestaram depoimento dias depois do crime. Um deles, posteriormente, mudou informações dadas no primeiro depoimento.

Um dos policiais envolvidos na operação disse, num primeiro depoimento, que usou um fuzil 762 na ocasião. Já no segundo depoimento, ele disse que também usou um fuzil 556.

Ao todo, a Polícia Civil apreendeu os quatro fuzis que foram usados na operação: dois 556 e dois 762.

João Pedro morreu no dia 18, baleado durante uma operação das polícias Civil e Federal no Complexo do Salgueiro. Ele estava na casa do tio dele. A perícia apontou que o tiro que matou o menino entrou pelas costas.

Testemunhas ouvidas pela polícia contaram que suspeitos em fuga invadiram a casa do tio dele e que a perícia encontrou marcas de tiros que podem ter sido disparados de dentro para fora.

A partir da próxima segunda-feira (1º), parentes de João Pedro começam a ser ouvidos. A Defensoria Pública quer que os depoimentos ocorram no Ministério Público e não na Delegacia de Homicídios de Niterói (DHNSGI), que investiga o caso.

Fonte: G1

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