Categories: Blog

MPF investiga ações para proteger fauna marinha na Via Costeira de Natal

MPF apura medidas para proteger fauna marinha na Via Costeira de Natal — Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi

O Ministério Público Federal (MPF) abriu uma investigação para acompanhar as medidas de proteção à fauna marinha na Via Costeira de Natal.

A iniciativa teve início após o recebimento de Nota Técnica elaborada com base em estudo realizado pelo Centro de Estudos e Monitoramento Ambiental (Cemam), que identificou o trecho entre a praia de Ponta Negra e a Via Costeira como ecossistema essencial para a fauna marinha do litoral potiguar.

Esta área funciona como zona de alimentação, repouso e, sobretudo, sítio reprodutivo de tartarugas marinhas, além de servir como corredor ecológico vital para aves, golfinhos e baleias.

De acordo com o estudo, das cinco espécies de tartarugas marinhas registradas no Brasil, três utilizam esse trecho para desova, com destaque para a tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata), considerada criticamente ameaçada de extinção.

O MPF encaminhou ofícios à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) e ao Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) do Rio Grande do Norte para levantar informações necessárias à apuração. Devem ser informados os critérios de licenciamento ambiental na Via Costeira, incluindo a exigência de projetos para reduzir a fotopoluição e o respeito às Áreas de Preservação Permanente (APPs) de 300 metros de restinga, conforme prevê a legislação federal.

Os órgãos também devem responder sobre a fiscalização do tráfego de veículos na faixa de areia e a existência de campanhas de educação ambiental destinadas a empresários e trabalhadores da região.

Números

Dados do monitoramento realizado entre 2024 e 2025 revelam que, neste período, foram registrados 76 ninhos de tartarugas marinhas em apenas 7 km de extensão, chegando a ter mais de dez pontos de desova por quilômetro. A fotopoluição (iluminação artificial excessiva de postes, hotéis e veículos) e o tráfego de automóveis na areia representam alguns dos riscos diretos à sobrevivência de filhotes e adultos.

O número de encalhes da chamada megafauna marinha, que inclui tartarugas, golfinhos e baleias, apresentou crescimento expressivo na região: foram três ocorrências em 2023, 17 em 2024 e 23 em 2025. Nos primeiros 45 dias de 2026, já foram contabilizados 13 casos.

Fonte: G1RN

Ponto de Vista

Recent Posts

COTAÇÕES DO DIA

DÓLAR COMERCIAL: R$ 4,9750 DÓLAR TURISMO: R$ 5,1700 EURO: R$ 5,8700 LIBRA: R$ 6,7550 PESO…

1 hora ago

RN recebe primeira lavanderia coletiva agroecológica da América Latina

O Rio Grande do Norte recebeu nessa segunda-feira (13) a primeira lavanderia coletiva agroecológica da…

2 horas ago

Juiz rejeita ação de Trump que pedia US$ 10 bilhões por reportagem sobre ligação com Epstein

A Justiça dos EUA rejeitou nessa segunda-feira (13) a ação do presidente Donald Trump contra o…

2 horas ago

Operação descobriu endereço de Ramagem nos EUA depois de localizar carro usado para buscar esposa no aeroporto

Uma cooperação entre Brasil e Estados Unidos acompanhou Alexandre Ramagem desde que ele fugiu para…

3 horas ago

Sesc abre 260 vagas para cursos gratuitos no RN; veja oportunidades

O Serviço Social do Comércio do Rio Grande do Norte (Sesc RN) abriu 260 vagas…

3 horas ago

Guerra no Oriente Médio atinge diretamente setores da indústria brasileira que usam derivados de petróleo como matéria prima

A guerra no Oriente Médio atinge diretamente setores da indústria brasileira que usam derivados de…

3 horas ago

This website uses cookies.