O Ministério Público Federal (MPF) abriu uma investigação sobre o caso de agressões com arma de choque contra um homem em situação de rua em Belém na segunda-feira (13). Dois estudantes de direito de uma universidade particular são suspeitos de envolvimento.
Procurador Regional dos Direitos do Cidadão no Pará, Sadi Machado disse que a situação “é grave e demonstra uma série de violências: racismo, capacitismo (que trata a pessoa na rua com deficiência mental); e aporofobia, que é a própria discriminação contra a pessoa em situação de rua”.
“É preciso dar um basta na violência contra população em situação de rua, que precisa de acolhimento, abrigo, assistência, moradia e cuidados. É neste sentido que vamos trabalhar e cobrar do Poder Público”, afirmou.
Os dois jovens suspeitos das agressões contra o homem em situação de rua compareceram à delegacia de Polícia Civil no bairro de São Brás, em Belém, nesta terça-feira (14). Eles foram liberados após ficarem em silêncio no depoimento.
De acordo com as investigações, os suspeitos foram identificados como Altemar Sarmento Filho, apontado como a pessoa que usa a arma de choque, e Antônio Coelho, que teria registrado a ação.
A defesa de Antônio informou que “não tinha conhecimento da suposta participação dele no caso” e “que tomou ciência dos fatos apenas por meio da imprensa”.
Já Altemar Sarmento Filho foi à polícia acompanhado de advogados e com o rosto coberto por um paletó. Segundo a defesa, ele se reservou ao direito de permanecer em silêncio durante o depoimento. O advogado dele disse ainda que vai aguardar a perícia dos vídeos e a conclusão do inquérito policial.
O advogado afirmou ainda que a equipe jurídica vai aguardar a perícia dos vídeos e a conclusão do inquérito policial. Ele também declarou que a arma de eletrochoque utilizada não seria letal, pois estaria danificada.
Em nota, a PC informou que um boletim de ocorrência foi registrado na Seccional de São Brás e um inquérito foi instaurado para investigar o caso. Já o dispositivo de choque foi apreendido e será periciado.
Segundo uma moradora da região, as agressões contra a mesma vítima eram constantes e vieram à tona após uma confusão em frente à universidade particular na segunda-feira (13). No entanto, não há confirmação de quem cometeu as agressões antes.
Na manhã de segunda-feira (13), entregadores de aplicativo se revoltaram com o caso de um homem em situação de rua atacado com uma arma de choque em frente a uma universidade particular, na avenida Alcindo Cacela, em Belém.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram duas ocasiões em que um estudante se aproxima da vítima, que caminhava de costas, e aplica descargas elétricas em pelo menos duas ocasiões.
Nas imagens, é possível ver os dois alunos participando da ação e rindo durante a agressão. O caso gerou revolta nas redes sociais e provocou reações do MPF e de deputada estadual na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), cobrando providências.
De acordo com a instituição de ensino, os dois suspeitos, estudantes do curso de Direito, foram afastados após o caso.
Os entregadores de aplicativo que presenciaram a agressão e tentaram alcançar os suspeitos, mas os dois correram para dentro do Centro Universitário do Estado do Pará (Cesupa). Houve confusão e a Polícia Militar foi acionada.
A Polícia Civil informou que o caso segue em investigação para apurar as circunstâncias das agressões e se há envolvimento dos suspeitos em outros episódios semelhantes.
Fonte: G1
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