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MP prepara nova denúncia por abusos sexuais contra João de Deus

O Ministério Público de Goiás prepara uma nova denúncia contra João de Deus por abusos sexuais. Com isso, o médium vai ser ouvido novamente pelos promotores sobre os crimes que compõem o documento. Ele segue preso no Núcleo de Custódia de Aparecida de Goiânia e nega as acusações.

“A denúncia por novos crimes sexuais deve ser apresentada ainda nesta semana. Não é possível precisar quantos crimes vão compor e nem quais, porque ainda estamos trabalhando nela. Também vamos ouvir o João de Deus novamente essa semana sobre os casos que constarão no documento”, disse a promotora Gabriella Clementino.

Ela conta ainda que cerca de 100 mulheres já foram ouvidas pelo órgão, que segue analisando todo o material colhido durante a força-tarefa. A promotora não descarta, ainda, que outras denúncias aconteçam.

“São muitos depoimentos, então podemos oferecer outras denúncias. Além disso, tem o crime de posse de arma, que ainda não recebemos o inquérito da Polícia Civil, mas que deve ser analisado e virar outra denúncia”, contou.

De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil, o inquérito ainda não foi concluído porque ainda aguardam laudos das armas apreeendidas na casa do médium, em Abadiânia. As pedras preciosas e dinheiro também encontrados no imóvel foram enviados para avaliação de peritos na Caixa Econômica Federal. Além disso, a corporação aguarda o resultado de outros laudos sobre a perícia feita na Casa Dom Inácio de Loyola, onde o médium fazia os atendimentos espirituais.

João de Deus está preso desde o dia 16 de dezembro no Núcleo de Custódia. A defesa pediu habeas corpus para o médium no Tribunal de Justiça de Goiás e no Superior Tribunal de Justiça. Os dois órgãos negaram, em caráter liminar, o pedido.

Agora, os advogados esperam a análise do pedido feito ao Supremo Tribunal Federa (STF). Após o médium passar mal da prisão e ser levado para o hospital, no último dia 2, o advogado Alberto Toron argumentou ao ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo e plantonista durante o recesso do Tribunal, que o cliente estava com a saúde debilitada. Como alternativa, também pediu prisão domiciliar, já que João de Deus tem 77 anos e tem problemas cardíacos.

Em dois pareceres, a procuradora-geral Raquel Dodge se posicionou contra a liberdade do médium. Entre os embasamentos usados está o relatório da Justiça goiana, apontando que ele não necessita de atendimento especializado.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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