A ex-presidente socialista Michelle Bachelet conquistou nesse domingo (30) a indicação da oposição às eleições gerais de novembro no Chile, por 75% dos votos, enquanto, no oficialismo de direita, a batalha era voto a voto, apuradas 66% das mesas nas eleições primárias deste domingo. Bachelet vencia com 74,92%, enquanto, no oficialismo, o ex-ministro Pablo Longueira tinha uma leve vantagem de 50,38% sobre Andrés Allamand (49,61%), apuradas 9.197 mesas, em um universo de 13.541, segundo dados oficiais do Serviço Eleitoral chileno. A alta porcentagem de apoio recebido pela ex-presidente, juntamente com uma participação que foi o dobro da esperada, aumentam as chances de que Bachelet vença no primeiro turno em 17 de novembro, o que não acontece há duas décadas no Chile, segundo analistas. As eleições primárias foram promovidas pelo governo de Sebastián Piñera, em uma tentativa de ‘democratizar’ o sistema político – pouco representativo, e que consolidou o bipartidarismo -, baseado em um sistema eleitoral confeccionado durante a ditadura.
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